sorriso besta . cabelo ao vento . pés descalços . abraço apertado

quarta-feira, outubro 31, 2007

*PURO*

"Se há lágrimas,
escorrem
transparentes.

Se há alma,
decore
transparente.

E,
límpido será."
[[Julia Emerich]]


melhor viver em busca de pureza e deixar-se transparente ser
do que afogar-se em escuridão melancólica.
deixe as lágrimas escorrerem.
deixe a alma se mostrar.
deixe o coração falar.


"Espete se de fato flor!
Queime se de fato sol!"
[[Solana - banda capixaba]]


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, outubro 23, 2007

*COISAS ESTAS*

Um desabafo de Mário Quintana:

(...) Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!!! (...)


Quero o mesmo desabafo.



talvez, e quem sabe, por certo
o avesso de tudo virasse as coisas para o lado certo.


sábias agudezas... refinamentos.



Apesar de sentir as asperezas da vida no meu dia-a-dia,
me sinto feliz...
acordo e faz dia.



Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, outubro 10, 2007

*UM SONHO*

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
(Cecília Meireles)





Um dia desses sonhei com uma espécie de paraíso.
Rubem Alves também sonhou com um jardim [uma espécie de paraíso]. Guimarães Rosa descreveu um jardim [uma espécie de paraíso]. Por que eu não poderia sonhar?!


Encantamento:

Os lagos transparentes corriam calmos
Nos campos verdes eu repousava
As flores mais belas e coloridas enchiam o ar com seus doces aromas
Pássaros cantavam e borboletas dançavam fulgurando no céu
Havia coelhos e cangurus saltitantes
Patos, ovelhas, pavões e outros bichos
Todos eles livres pelos campos a viver
Os frutos aprazíveis saciavam nossa fome
Tudo era feito com perfeição
Era beleza, calma, aromas e encanto
As árvores altas com sombra nos abrigavam
E as árvores baixas de delicadeza nos cativavam
E repousávamos tranqüilos
O sol e a lua,
O céu e as estrelas
A chuva e todo o firmamento nos agraciava
E plácido era.


Diálogo:

— Tudo seria perfeito. Mas sem a perfeita presença de Deus, seria uma distância.
— Mas, se Deus tivesse criado tudo pra ser perfeito não existiria o que existe. E só existe o que existe, fora isso é conjectura.


Pedido:

Reservo aqui um espaço para que justiça seja feita para Ana Virgínia, brasileira presa e torturada em Lisboa.
Leia e assine. Clique aqui


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, outubro 02, 2007

*ROTEIRO*

¿Qual deve ser o roteiro?
¿Causas Sociais ou Lei Moral?


Talvez as causas socias (fome, guerra, falta de abrigo, desonestidade, corrupção, carência de atendimento hospitalar, crueldade, avareza, etc.) existam em decorrência da decadência da lei moral (consciência do certo e errado).

A lei moral nos traz um senso de certo e errado e, consequentemente, evoca a justiça, o respeito, a generosidade, a retidão, e outras qualidades. Em contrapartida, a ignorância à lei moral somada ao livre-arbítrio, pode suscitar a crueldade dentro de nós.

Lewis fala da lei moral como se existisse “dentro de nós mesmos uma espécie de influência ou ordem, que procura nos convencer a nos comportar de determinada forma. E é precisamente isso que encontramos dentro de nós... algo que orienta o universo e que aparece em mim como uma lei que me pressiona a fazer o certo e me faz sentir-me responsável e pouco confortável quando faço a coisa errada.”¹

Assim como existe a lei moral, há também o livre-arbítrio (liberdade de escolha) e, é ele que coloca em jogo a lei moral; porque se existisse apenas a lei moral seríamos intencionados a fazer somente o que é bom, mas, com o livre arbítrio o homem tende a experimentar o que é mau.

Porém, Lewis também afirma que “... o livre-arbítrio, embora possibilite o mal, também é a única coisa que torna possível qualquer tipo de amor ou bondade ou alegria que valha a pena.”², assim temos liberdade de escolhas e, não agimos como máquinas e/ou robôs.

O que pretendo questionar é a liberdade de escolha, a falta de ordem social e educacional em demasia que hoje encontramos. Penso eu, que tudo isso acaba por causar danos humanitários irreparáveis. Isso talvez ocorra porque o homem se apegou incontrolavelmente ao livre-arbítrio e se esqueceu da lei moral.

Deveria existir uma dosagem certa de lei moral e livre-arbítrio dentro de nós.

Devemos colocar em questão os valores humanitários que estamos perdendo em detrimento de uma liberdade de escolha e/ou pensamento egoísta; olhar para as causas sociais e analisarmos o valor inestimável da lei moral para a humanidade e, assim, optarmos por um ROTEIRO de vida benéfico para todos.

Acredito na religião e na educação como meios facilitadores da formação do caráter humano sadio.

Calvino já dizia assim: "Ao lado de uma igreja, uma escola!".

¹ e ² - trechos retirados do livro: Deus em questão: C. S. Lewis e Sigmund Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida de Armand M. Nicholi.

* temos que ter por prioridade a dor do próximo.

Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, setembro 04, 2007

*PERFIL MEU*

Este é o meu novo perfil do orkut:

Eu sou Julinha, Xúrias, Flautinha Mágica, Xatúlia, Julisss e assim por diante. Sou também estrela, e você vai saber por que se me conhecer. Talvez por isso eu prefira o céu estrelado da noite em um lual na praia e não o dia de sol escaldante. Gosto das cores no papel, na parede, na tela. Mas prefiro vestir jeans, preto e branco. Sou básica e amo calçar havaianas. Roupa social não me atrai, pelo contrário, me dá tristeza pensar que tenho que usar. Daí dá pra concluir que não me agrado de eventos formais como casamento, formatura e talz. Agora, festinhas e comemorações descontraídas, isso sim me agrada. Parece até ironia do destino mas, nunca tive formatura, nem fui dama de honra, nem testemunha de casamento ou coisa parecida. Na minha festinha de 15 anos ganhei um cartão de um amor platônico e o guardo até hoje. Amores platônicos eu tive alguns. Hoje não tenho mais nenhum (ainda bem) e nem acredito em príncipe encantado. Vale encantado só na TV. Não gosto de ver novelas e nem gosto de filmes de terror e comédia (não sinto medo e nem acho engraçado). Gosto de ler. Nunca li a trilogia do Sr. dos Anéis e nem tenho tanta vontade assim. Uso óculos de grau e de sol também. Já tive os cabelos compridos. Nunca fui gorda e morro de medo de engordar. Fiquei 2 anos sem tomar refrigerantes e evitando o açúcar. Não vou ligar se você arrotar. Tenho pavor de barata e tenho muitos motivos para isso. Se você quer saber já mastiguei barata quando era pequena e também já senti dezenas de baratas passeando por cima de mim, quer mais? Não gosto de gatos e, nem vou falar o que tenho vontade de fazer com eles. Odeio pernilongo zunindo no meu ouvido (fico irritada). Já tive cachorros, passarinhos, periquitos, peixinhos. Se eu fosse um bichinho queria ser uma borboleta colorida a voar. Tenho os bichinhos de brinquedos que fazem a alegria dos priminhos: duas tartarugas chamadas Dorothéia e Salomé , um calango chamado Nicolau. Ah! Tenho alergia a camarão. Já colecionei papéis de carta, moedas e calendários. Guardo todas as cartas e cartões. Escrevo poesias. Faço letra e melodia. Tenho um blog e não gosto de flogs. Ganhei um Anjo através do blog e ele será para sempre até ficarmos velhinhos. Também tenho um amor (fica entre nós). Tenho amigos inesquecíveis e imprescindíveis como os XN´s (grupo estabelecido e uniformizado de amigos) e os individuais que são especiais. Amo nutella, café, frango agridoce, lasanha e bolo de farelo. Meu café é saboreado por muitos e até tem uma comunidade. O bolo de farelo ou bolo de terra é segredo, por isso experimente. Gosto de experimentar coisas novas, de viajar e sair da rotina. Corto a minha franja, faço as minhas unhas. Adoro parque de diversão. Não gosto de shopping. Prefiro ouvir músicas nacionais. O show da Marisa Monte foi o melhor que já fui. Ainda vou ao show da Maria Rita. E quero que Los Hermanos volte. Já fui no Som do Céu e ouvi o som que vem do céu. Detesto acordar cedo. Tenho nojo de espremer cravos e espinhas. Amo caminhar e andar de bicicleta. Um dia quero pedalar pelas ruas de Veneza. Não me chame para subir novamente o Mestre Álvaro. Tenho pressão baixa e posso desmaiar. Nunca reprovei. Já fiquei toda ralada numa tentativa frustrada de fuga na escola. Ainda quero aprender jogar xadrez. Atrevo-me a jogar sinuca e baralho. Amo jogar war. E não vou dançar forró até o dia que eu fizer aula. Queria ter aprendido a dançar, música e praticado esportes desde nova. Dancei funck num baile de formatura. Dei trotes em amigos (e sou boa nisso). Já beijei uma pessoa pensando que era outra. Ainda não aprendi a nadar e nem tirei a carteira de motorista. Não tenho piercing e nem tatoo. Gosto de chamar as pessoas queridas por codinomes. Odeio mentira e falsidade. Não fico com raiva de ninguém. Mas sei brigar quando precisa. Sou sensível. Não sou boba, sou bobinha. Ia contar um segredo, mas desisti. É que sou mineira e o mistério eu não conto. Tento ser brilho onde eu estiver, assim como as estrelas.


Teria muitas outras coisas para acrescentar mas, sei que a paciência moderna não é igual a de Jó. rs*


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, agosto 21, 2007

*SEM TÍTULO*

Por eu estar vivendo uma nova etapa em minha vida tenho andado um pouco distante desse espaço que tanto me faz bem. Tudo tem acontecido de forma inesperada. E tudo está me fazendo bem.
Tenho vivido pelas terras mineiras. Revivendo minas: mistura, minérios e mistérios. Por trás dos montes agora. Antes era de frente ao mar. Minas Gerais... só pra te amar.

Vou deixar por aqui uma demonstração do que me atrevo a fazer em certos momentos... sozinha ou com amigos. Ouçam!


à esquerda: Xatêssa (Maressa)/à direita: Xatúlia (eu)

Eu gosto das coisas bem assim
Parece sem sentido, mas depois se encaixa
É como este amor que ninguém mais vê
Quem tá do outro lado da cidade acha

Como a folha velha cai
A paixão dela vai
Se espalhando pela rua
Se mostrando toda nua

E não adianta querer se mostrar
Se do outro lado ninguém me quer ver
Eu já tentei de tudo prá me encontrar
Mas eu descobri que eu só me encontro em você

Como a chuva no telhado
Você cai como um compasso
Molha o nosso amor calado
Invadindo o meu espaço

E não adianta querer se mostrar
Se do outro lado ninguém me quer ver
Eu já tentei de tudo prá me encontrar
Mas eu descobri que eu só me encontro em você

[[composição de Julia Emerich e Maressa Moura]]


a gente faz letra e melodia pra viver.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sábado, agosto 11, 2007

*WITHOUT ANSWERS*

forma
reforma
disforma
transforma
conforma
informa
forma
[[José Lino Grünewald (1959)]]


se você não entende inglês, eu vou traduzir...
without answers = sem respostas
mas,
se você não entende a "forma" que a vida tem, eu sou incapaz de traduzir, porque eu mesma, por vezes, a desconheço.

Por que não existem respostas pras coisas feitas pelo coração?


UM MILAGRE!
é o que quero e não respostas.

"Do comedor saiu comida,
e do forte saiu doçura."
Juízes 14.14
(comida e mel foi o que Sansão encontrou ao matar o leão.)


des-informa... a forma... transforma... e forma.
não quero mais informação. quero transformação. não me conformo.
e, se tudo parece confuso é porque não tenho respostas.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, agosto 01, 2007

*PAUSA*

"E é sempre bom lembrar que apesar de confundirmos intensidade com urgência, não há pressa. As coisas todas poderão esperar por você, elas me dizem que concordam. E há música estendida nas calçadas. E eu penso como deve ser acordar todos os dias" (Mara Coradello - escritora capixaba)


para dizer que estou nas pausas da canção. sem pressa. deixando o tempo passar para depois prosseguir com todas as notas que virão adiante. estou buscando o necessário para o dia e para o amanhã. sem pressa. descansando o coração. buscando uma canção. pensando em todas as notas, em todas as possibilidades. escrevendo o refrão e cada verso. sem pressa. vou pisar e observar cada passo e toda música. vou acordar a cada manhã para o lindo dia. vou sentir as pausas, as notas e a letra. vou viver em melodia mesmo em meu silêncio. sem pressa. só preciso de pausa hoje.

a pausa se faz necessária para a música assim como o silêncio se faz necessário para o ser humano, pois em meio a pausa e o silêncio existem as reflexões.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quinta-feira, julho 05, 2007

*CALL ME*

A seguir, uma fábula baseada em fatos verídicos.
Os nomes empregados são fictícios.
Faz-se uso de trechos da música Telefone da banda capixaba Crivo.


“O telefone não toca...”

trim-trim-trim.

— Alô!
— Ei minha bela Duda.
— Caio (ela fala com uma voz morosa e branda). Que bom que você me ligou...

Caio ligava para Duda sempre. Era um bem querer quase que diário. Duda sentia prazer em ouvir a voz viril de Caio que soava doce aos seus ouvidos. Ele ligava para Duda quando ela menos esperava e quando esperava também. O telefone de Duda tocava praticamente todos os dias (era uma repetição contínua de um mesmo som; parecia até que era cd arranhado) e, em diversas situações (e ela nem se importava): quando lavando as vasilhas, quando tomando banho, quando dormindo, quando lendo, quando secando os cabelos ou fazendo as unhas e, também, ligava apenas para cantar uma canção e para desejar boa noite e bom dia para ela. Caio fazia questão de demonstrar para Duda o quanto ela era importante para ele. Os dois perdiam, ou melhor, ganhavam horas a fio (e haja fio!) em uma ligação. E, Duda não se cansava de ouvir o som da voz, as histórias e as juras de amor de Caio. O tempo parecia se estagnar e, Duda ficava como quem sonha, hipnotizada ao ouvir a voz de Caio (que existia por meio de sinais elétricos). Duda criava asas e se transportava para o mundo encantado de Caio. Era a transmissão mais real. Duda ficava com suadas mãos e um pulsar constante no coração. Era tanta emoção que quase não cabia no seu coração. Duda era a namoradinha de Caio. Até que um dia o telefone parou de tocar. Agora, quem provavelmente e, para Duda, lamentavelmente deveria esperar ansiosamente pelas ligações de Caio era a...

trim-trim-trim.

— Alô!
— Oi!
— Quem é?
— Aqui é o Geraldo. É da casa do Carlos?
— Não. Não tem nenhum Carlos aqui.
— Desculpa. Foi engano.

pum pum pum...

“o telefone não toca e, eu acreditando que não terminou...”

THE END


Se por acaso você se identificou com o enredo acima, não pense que é apenas coincidência, pois sempre tem alguém que espera ansiosamente ouvir a sua voz no outro lado da linha telefônica.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, julho 03, 2007

*SEM A MESMA SIGNIFICAÇÃO*















Tudo se torna diferente,
com intensidade diferente,
com aparência diferente.
É só reparar os pormenores das coisas.
E tudo se torna diferente,
com forma diferente,
com cor diferente.
É só viver com gana por boas coisas.
E assim tudo é diferente.


SINÔNIMOS

Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.
[[Mário Quintana - Caderno H]]


(Foto de Julia Emerich - eu)


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, junho 27, 2007

*CONVENIÊNCIA*

=> des-stress virtual:

Eu disse para ele que estava estressada. Ele perguntou se era estressada do tipo cansada e talz ou se era do tipo nervosinha. Eu disse que era do tipo nervosinha, e que estava ansiosa. Ele perguntou o que poderia fazer. Eu disse que não sabia e que estava com vontade de sumir, de esquecer do mundo.

Jogo da Pontuação

ELE: eu quero que você queira para ver se cabe querer o querido.

EU: querer querido eu quero saber se seremos queridos.

ELE: queridos sim somos quero querer ser sempre e mais muito mais querido.

EU: queridos seremos sempre querido e mais e sempre muito querer.

ELE: querendo sempre assim o querer seremos sempre muito queridos.

EU: quero sempre querer-te bem querido e querer ser querida.

ELE: querida serás sempre no meu bem querer querendo assim querida ser bem querido.

EU: querido és em todo o tempo querido e querida espero sempre ser.

ELE: querido e querida sempre queridos seremos sendo assim sempre queridos queridos sempre querermos ser.

EU: querer é querer-te sempre querido e querer assim é querer bem.


No fim desse jogo ele me perguntou:
— consegui?

Eu respondi:
— ahhhhhhhhh!
Ele conseguiu me fazer esquecer o mundo por algum tempo.

E ainda me dizem que os homens são seres insensíveis! Arre Égua! (claro que nós, mulheres, somos mais sensíveis.)


PS1.: Isso tudo relatado é pura conveniência e exclusividade minha e dele. (risos);
PS2.: Direitos autorais do jogo reservados à ele;
PS3.: I Miss You.



Vídeo- cantora: Björk / música: I Miss You

A cantora islandesa Björk volta ao Brasil pela segunda vez em outubro para o TIM Festival. O evento acontecerá entre os dias 25 e 31 de outubro de 2007 e, os shows acontecerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Vitória.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

segunda-feira, junho 25, 2007

*DESCONHECIMENTO*

desconheço a minha forma engaiolada, e desconheço a minha receita de bolo, e desconheço a minha roupa usada, e desconheço o meu livro rabiscado, e desconheço a minha máscara velha, e desconheço o meu chinelo largado, e desconheço as minhas palavras encontradas, e desconheço o meu casulo abandonado, e desconheço o que um dia eu conheci.

"Quem conhece a sua ignorância
revela a mais alta sapiência.
Quem ignora sua própria ignorância
Vive na mais profunda solidão.
Não sucumbe à ilusão
Quem conhece a ilusão como ilusão.
O sábio conhece o seu não-saber,
E essa consciência do não-saber
O preserva de toda ilusão. "
[[Lao-tsé - poema 71 do Tao Te Ching]]


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
[[Clarice Lispector]]

Viver ultrapassa toda compreensão.
É muito mais que saber.
Viver é uma festa.
É sucumbir-se à glória divina.
E, não entender
é despojar de si mesmo.
É abster das significações
e encontrar o que é sublime.


Eu, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, junho 20, 2007

*SAUDADES*

¿E quem é que não sente saudade?


SAUDADE
s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;


“O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa... Assim eu acho, assim é que eu conto... Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data.
[[João Guimarães Rosa em Grande Sertão:Veredas]]


Hoje fico a lembrar...
... do tempo em que eu e minhas primas fazíamos piquenique; do tempo em que passava horas sentada conversando com minha falecida vó; do tempo em que colecionava papéis de carta; do tempo em que brincava com as bonecas chuquinhas; do tempo em que leite condensado vinha em formato de pasta dental; do tempo em que circo e parque faziam a alegria da gente [e ainda faz.]; do tempo em que férias era para passar com os familiares distantes; do tempo em que lia gibis; do tempo em que viajava de trem; do tempo em que criança brincava na rua, na terra e descalça; do tempo em que ganhar R$10,00 de presente de aniversario era fenomenal [comprei um pogoboll e ainda sobrou dinheiro. rs*]; do tempo em que ia na praia sem preocupar com a barriga, celulite e estria; do tempo em que viajando brincava de contar placas e cores de carro; do tempo que ouvia A Turma do Balão Mágico ["Vem meu ursinho querido, meu companheiro, ursinho Pimpão..."]; do tempo em que via desenhos animados;
... do tempo em que não era preciso se preocupar com coisas de “gente grande”.


Por essas e outras lembranças, saudade, pra mim, significa “lembranças de coisas boas que ficaram para trás e que marcaram nossas vidas” e não como define o dicionário [leia acima], porque das coisas tristes não quero lembrar.


“Saudade, meu remédio é cantar.”


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, junho 12, 2007

*E ASSIM POR DIANTE*

E daí se te vejo em cores?!

Só me restam balões coloridos.
Vou soltá-los.
Deixá-los ao vento,
livres para voar,
para qualquer lugar.
Talvez assim,
livre dos balões de cores limitadas,
eu encontre balões de cores diversas.


Desprender-se das coisas é soltar-se no ar
sem saber para onde vai e como vai.
Mas, ainda,
é ter coragem de viver o inesperado,
arriscar-se para viver no ilimitado e vasto mundo,
querer crescer e ser grande sem, de fato, ser,
é, por fim,
descobrir que nada sabe apesar de todo o conhecimento adquirido.


A única coisa que tenho certeza é que viverei em busca daquilo que é essencial: AMOR.
E que sou como um grão de areia na praia que o vento (DEUS) carrega para qualquer direção.


PS.: Se você leu o post anterior, saíba que...
estou vivendo o etcétera e,
depois,
quem saber,
dou nomes às transformações.

... e assim por diante.


“Te vejo em cores
Repito frases de um filme mudo.”
[[Maltines, SC]]

Ainda estou sob o efeito da comida de Rubem Alves.
Cada palavra dita é uma garfada demorada e bem degustada.
Palavras boas de se comer.
E, assim vou soltando as palavras que em mim moram, com atenção e calma.
Esperando que em vocês elas possam fazer efeito e,
de alguma forma, alimentar-vos.


Sob esse efeito de Rubem Alves comecei a ler "Entre a ciência e a sapiciência - o dilema da educação" e, recomendo, para quem gosta de poesia e de palavras, "Lições de Feitiçaria: meditações sobre a poesia".


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, junho 06, 2007

*ETCÉTERA...*

"VIVER... O SENHOR JÁ SABER: VIVER É ETCÉTERA..."

"EU NÃO SENTIA NADA. SÓ UMA TRANSFORMAÇÃO PESÁVEL.
MUITA COISA IMPORTANTE FALTA NOME."

[[Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas]]


Vou ali viver o etcétera e,
depois,
quem sabe,
dar nomes às transformações.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

segunda-feira, junho 04, 2007

*SEMPRE MAIS E MAIS AINDA*

Sempre mais e mais ainda eu vou querer...
desejar, sonhar, ansiar, ...
sempre.


"A tragédia da vida não está em não alcançar seus objetivos.

A tragédia está em não ter objetivos para alcançar"
[[Benjamim E. Mays]]

--> OBJETIVO: meta; alvo; finalidade.


Em busca dos meus sonhos eu vou a cada dia,
assim:
sorrindo sempre que acordar;
e
matando 1 leão por dia.

--> SONHO:
visão; aspiração.


Ingredientes indispensáveis para o bom funcionamento do corpo:
vontades, desejos, objetivos, sonhos, ...
e deles somos formados.

é necessário aspirar sempre por algo.
é necessário ansiar sempre por algo.
é necessário ter vontade, desejos, objetivos e/ou sonhos para que tenhamos motivos suficientes que nos dêem energia para viver.
para viver é preciso sonhar acordado e sonhar dormindo.


A cada dia que vivo mais me convenço...
que tenho muito que aprender;
que tenho muito pra alcançar;
que tenho sempre que sonhar;
mais e mais ainda.


... e,
no sonho eu canto "canta o teu encanto que é pra me encantar..."


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, maio 30, 2007

*O NECESSÁRIO*

Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída,
com paciência.
[[Pablo Neruda - Últimos Poemas]]

Para ter o necessário é preciso paciência.
As vezes, nenhuma palavra encontro.
As vezes, nenhum sentido encontro.
As vezes, preciso apenas da noite para buscar o poço onde encontra-se a claridade necessária.
... e, no escuro percebe-se a luz.

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Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover…
[[Luís F. Veríssimo - O gigolô das palavras]]

...
escrever claro é deixar a alma falar...
[[eu]]

Quero sempre escrever com a alma, com o coração...
o necessário;
pois são as palavras que daí surgem que mais falam.
... e, na palavra clara percebe-se a luz.

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"Nada como um dia após o outro
pro meu coração..."
[[Solana - banda capixada]]


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sexta-feira, maio 25, 2007

*ENTRE A TRAVESSIA*


como a borboleta na foto
abandono o meu casulo para voar.

as coisas estão "entre"...
nem no passado e nem no futuro
apenas no intervalo do tempo.
as coisas estão na "travessia"...
do antes para o depois
apenas no espaço dos fatos.
as coisas ficam "entre a travessia" de ser.
no instante que é.

O instante é o agora.

deixo o passado para viver o presente.
despreocupo com o futuro para pensar no agora.

"Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã."
(M. Ghandi)


(Foto de Julia Emerich - eu)


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quinta-feira, maio 24, 2007

*SABOREIE SEU CAFÉ*


No Dia Nacional do CAFÉ recomendo que vocês saboreiem muito bem o café... sinta seu gosto delicioso que dá prazer.

Essa é a foto que aparece na Comunidade do Orkut do meu Café. Confira se quiser:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2195804


Um estória que recebi por e-mail:


Saboreie seu café...

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:

"Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Embora não seja nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros.

Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu."

Deus coa o café, não as xícaras... saboreie seu café!


PS.: Agradeço à minha querida amiga blogueira Luma por ter me convidado para brindar ao Dia Nacional do Café.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, maio 22, 2007

*O VARAL, OS PREGADORES E A PALAVRA*


“Palavras Boas de se Comer”...
foi o capítulo do livro “Lições de Feitiçaria: meditações sobre a poesia” de Rubem Alves que hoje eu li novamente.


(Foto de Julia Emerich - eu)

Mas quanta palavra falta no varal da minha vida!
Mas uma palavra falta para pendurar pra sempre em minha vida!

Difícil é encontrar uma palavra exata, essencial.
Uma palavra que vá me fazer abrir a boca e gritar pro mundo:
que o varal é meu e penduro nele o que eu quiser.
Eu sei que tenho pregadores diversos
para pendurar diversas palavras no meu varal.
Mas não sei qual deve ser a primeira palavra a ser pendurada.
Porque se você não sabe,
a ordem faz sentido:
é preciso escolher o tipo de letra, o tamanho da fonte, a cor, o lugar ao sol e o horário.

Por enquanto, vou comendo as palavras.
Depois, vou pendurar as palavras.
No fim, vou secar uma só palavra.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*