quinta-feira, dezembro 27, 2007
*DIARIAMENTE*
Para a solitude: abraço de amigo
Para distrair: papel e caneta
Para refletir: leitura
Para descansar: cama
Para admirar: estrelas
Para relaxar: roda de amigos
Para a vida: cor
Para a felicidade: retidão
Para acordar: sorriso
Para o amanhã: esperança
Para o cabelo: cachos
Para a boca: brilho
Para a mão: a outra
Para os ouvidos: música
Para os pés: havaianas
Para o coração: amor
Para o papel: um verso
Para despertar: café forte
Para dor de cabeça: paisagem
Para o computador: óculos
Para a saúde: caminhada
Para beber: água
Para o banho: água quente
Para a alegria: cantar
Para assistir TV: cultura
Para dormir: escuro
Para mim: o que eu gosto diariamente
Para todos: um novo ano feliz
PS.: versão minha da música "Diariamente" da Marisa Monte.
Salve Vidas, doe sangue!
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
quarta-feira, dezembro 12, 2007
*UM ESTRANHO POR TRÁS DA PORTA*
Não sei se era de fato um fato ou apenas alucinação.
Mas, aconteceu.
A seguir uma história narrada, baseada em fatos reais, com alterações necessárias para dar um ar tenebroso.
Eram férias e, como era de praxe, a família estava toda reunida na casa da Vó e do Vô.
Acontecia assim:
Um casal de velhinhos tinha 10 filhos, que, por conseguinte tinham filhos também.
Nas férias das crianças, os filhos dos velhinhos com as suas crianças se reuniam na casa dos velhinhos.
Assim eram todas as férias.
Numa noite destas, onde todos estavam reunidos na saudosa casa dos velhinhos, algo aconteceu com uns netinhos (três irmãos) que, não se sabe por que cargas d’água tiveram de ir na casa deles, que ficava no final da mesma rua da casa dos seus avós.
Já era noite escura e sem luar.
Então foram os três irmãos juntos para casa.
Chegando lá, o irmão mais novo foi tomar banho no banheiro que ficava nos fundos da casa. E as duas irmãs ficaram dentro da casa.
Tudo parecia correr calmamente, até que, de repente, de um silêncio comum surge um barulho incomum. Ouviu-se um grunhido vindo do lado de fora. Era o portão a se mexer. E, para desespero das menininhas, elas se lembraram que o portão estava destrancado e a porta da sala estava entreaberta.
Então, as irmãzinhas se posicionaram imobilizadas por trás da porta de um cômodo da casa que ficava no final do longo corredor e, permaneceram a olhar atentas para a porta da sala como se algo fosse surgir por ela. Puderam perceber que havia alguém estranho e, para elas era de fisionomia tenebrosa, falando coisas indecifráveis, querendo entrar pela sala.
O medo apoderou-se das duas.
Eram três crianças sozinhas em casa numa noite escura e sem luar e com um ser estranho querendo entrar para fazer sei lá o quê.
— Macacos me mordam!!! (eu digo)
Essas crianças não tinham escapatória e nem muito a fazer. O ser estranho continuava na porta entreaberta e a falar coisas indecifráveis e, sua cara feia só fazia aumentar o medo nas duas menininhas.
O menino, que para elas era símbolo de proteção, continuava a tomar o seu banho sem nada saber ou mesmo desconfiar e, as meninas apavoradas, esperando uma intervenção sobrenatural acontecer, resolveram se trancar no quarto dos pais que ficava no final do longo corredor.
Não se sabia o que fazer!
Havia um ser estranho e tenebroso querendo entrar na casa e as crianças estavam sozinhas e desesperadas.
Mas...
Como um vento que sopra na cara, um raio que cai na cabeça, assim a lembrança sobreveio a elas. Lembraram-se dos pais que sempre lhes ensinara a orar em qualquer situação... na alegria, na tristeza, diante do medo ou não.
Foi então que as duas menininhas se colocaram de joelhos na beirada da cama e começaram a orar com a voz baixa e embargada e em meio a soluços de choro.
Ali, trancadas no quarto, orando e sem perceber o tempo passar, foi que a cena se desmanchou.
Quando as irmãzinhas saíram do quarto dos pais e olharam para a porta da sala, não havia mais ninguém, não havia mais nenhum ser estranho e tenebroso a falar coisas indecifráveis e causar pânico. Assim as menininhas correram para o banheiro dos fundos, onde o irmão mais novo estava, e contaram pra ele o que tinha acontecido.
Os três irmãos resolveram olhar a casa inteira e conferir se realmente não havia mais ninguém por lá. Correram e trancaram o portão e a porta da sala, olharam cada cômodo da casa e, puderam assim respirar aliviados e profundamente, num êxtase de perplexidade.
PS.: Fica aqui exposto o meu fracasso para historinhas e/ou estorinhas de terror. Tentativa fracassada. Não gostei. Mas, como havia prometido, publiquei para vocês. Continuarei com os meus sussurros da alma.
Salvando vidas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter os estoques dos bancos de sangue em números razoáveis é preciso que entre 3% e 5% da população faça doações regularmente. No entanto, no Brasil esse número não passa de 2%, um quadro preocupante. Mas isso pode mudar.
Fonte: revista bb.com.você, ano 8, nº 46, set/out 2007
“... só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.”
[O Teatro Mágico]
Eles estiveram aqui e eu fui comemorar meu aniversário lá. Simplesmente mágico.
E a última notícia:
por necessidade de soltar todas as minhas frases, cedi ao fotolog...
pequena estrela
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
segunda-feira, novembro 26, 2007
*NOVA SINTONIA*
PRIMAVERA
(Formidável Família Musical)
La la lin lin lin lon lon lon lon
Passo todo dia nessa estrada
Mas não presto atenção
Canto todo dia nessa estrada
Mas não canto com paixão
Se eu vou cantar pra todo mundo ouvir
Vou cantar algo que é pra te fazer feliz
Te dar uma flor, tentar te ver sorrir
Ouvindo a melodia solta por aí
La la lin lin lin lon lon lon lon
Para rarara papa papara
Para papa papara
Para rarara para papara
Papara papara
La la lin lin lin lon lon lon lon
Já é primavera escolha sua flor
Pode ser de qualquer cor
Entre na estação e vá pra onde for
Se for, eu vou
Eu vou cantar pra todo mundo ouvir
Vou cantar algo que é pra te fazer feliz
Te dar uma flor, tentar te ver sorrir
Ouvindo a melodia solta por aí
A linda melodia solta por aí
Esse é o som que descobri na semana passada e não paro de ouvir.
A banda é de Salvador, Bahia.
Se quiser saber mais sobre a banda e ouvir mais músicas, entre no site:
Formidável Família Musical
E aqui, outra pequena demonstração dos meus diálogos virtuais:
— e além do mais, do que mais se precisa?
— precisa de paz e deleite sem fim para sonhar enquanto se canta.
PS.: Para os que estão esperando a historinha de terror, se preparem, será o próximo post. Não sei se ficará bom, pois é a minha primeira tentativa de contar-lhes uma história/estória de terror, graças ao incentivo da querida Luma.
.Vamos soltar todas as frases no ar para que elas formem uma nuvem no céu só pra gente.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
sexta-feira, novembro 16, 2007
*PERFEIÇÃO*
a canção ecoou sem pedir licença.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
segunda-feira, novembro 12, 2007
*ALIVE*
É todo momento.
Intento...
O amor.
É preciso viver sem letra pra descrever e sem imagem pra eternizar.
É preciso simplesmente viver.
E vai um dia,
coisas essas,
pois há um verbo em mim.
PS.: em breve uma historinha de terrror para crianças e adultos.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
quarta-feira, outubro 31, 2007
*PURO*
escorrem
transparentes.
Se há alma,
decore
transparente.
E,
límpido será."
[[Julia Emerich]]
do que afogar-se em escuridão melancólica.
deixe as lágrimas escorrerem.
deixe a alma se mostrar.
deixe o coração falar.
"Espete se de fato flor!
Queime se de fato sol!"
[[Solana - banda capixaba]]
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
terça-feira, outubro 23, 2007
*COISAS ESTAS*
quarta-feira, outubro 10, 2007
*UM SONHO*
"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
(Cecília Meireles)

Um dia desses sonhei com uma espécie de paraíso.
Rubem Alves também sonhou com um jardim [uma espécie de paraíso]. Guimarães Rosa descreveu um jardim [uma espécie de paraíso]. Por que eu não poderia sonhar?!
Encantamento:
Nos campos verdes eu repousava
As flores mais belas e coloridas enchiam o ar com seus doces aromas
Pássaros cantavam e borboletas dançavam fulgurando no céu
Havia coelhos e cangurus saltitantes
Patos, ovelhas, pavões e outros bichos
Todos eles livres pelos campos a viver
Os frutos aprazíveis saciavam nossa fome
Tudo era feito com perfeição
Era beleza, calma, aromas e encanto
As árvores altas com sombra nos abrigavam
E as árvores baixas de delicadeza nos cativavam
E repousávamos tranqüilos
O sol e a lua,
O céu e as estrelas
A chuva e todo o firmamento nos agraciava
E plácido era.
Diálogo:
— Tudo seria perfeito. Mas sem a perfeita presença de Deus, seria uma distância.
Reservo aqui um espaço para que justiça seja feita para Ana Virgínia, brasileira presa e torturada em Lisboa.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
terça-feira, outubro 02, 2007
*ROTEIRO*
¿Causas Sociais ou Lei Moral?
Talvez as causas socias (fome, guerra, falta de abrigo, desonestidade, corrupção, carência de atendimento hospitalar, crueldade, avareza, etc.) existam em decorrência da decadência da lei moral (consciência do certo e errado).
A lei moral nos traz um senso de certo e errado e, consequentemente, evoca a justiça, o respeito, a generosidade, a retidão, e outras qualidades. Em contrapartida, a ignorância à lei moral somada ao livre-arbítrio, pode suscitar a crueldade dentro de nós.
Lewis fala da lei moral como se existisse “dentro de nós mesmos uma espécie de influência ou ordem, que procura nos convencer a nos comportar de determinada forma. E é precisamente isso que encontramos dentro de nós... algo que orienta o universo e que aparece em mim como uma lei que me pressiona a fazer o certo e me faz sentir-me responsável e pouco confortável quando faço a coisa errada.”¹
Assim como existe a lei moral, há também o livre-arbítrio (liberdade de escolha) e, é ele que coloca em jogo a lei moral; porque se existisse apenas a lei moral seríamos intencionados a fazer somente o que é bom, mas, com o livre arbítrio o homem tende a experimentar o que é mau.
Porém, Lewis também afirma que “... o livre-arbítrio, embora possibilite o mal, também é a única coisa que torna possível qualquer tipo de amor ou bondade ou alegria que valha a pena.”², assim temos liberdade de escolhas e, não agimos como máquinas e/ou robôs.
O que pretendo questionar é a liberdade de escolha, a falta de ordem social e educacional em demasia que hoje encontramos. Penso eu, que tudo isso acaba por causar danos humanitários irreparáveis. Isso talvez ocorra porque o homem se apegou incontrolavelmente ao livre-arbítrio e se esqueceu da lei moral.
Deveria existir uma dosagem certa de lei moral e livre-arbítrio dentro de nós.
Devemos colocar em questão os valores humanitários que estamos perdendo em detrimento de uma liberdade de escolha e/ou pensamento egoísta; olhar para as causas sociais e analisarmos o valor inestimável da lei moral para a humanidade e, assim, optarmos por um ROTEIRO de vida benéfico para todos.
Acredito na religião e na educação como meios facilitadores da formação do caráter humano sadio.
Calvino já dizia assim: "Ao lado de uma igreja, uma escola!".
¹ e ² - trechos retirados do livro: Deus em questão: C. S. Lewis e Sigmund Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida de Armand M. Nicholi.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
terça-feira, setembro 04, 2007
*PERFIL MEU*
Eu sou Julinha, Xúrias, Flautinha Mágica, Xatúlia, Julisss e assim por diante. Sou também estrela, e você vai saber por que se me conhecer. Talvez por isso eu prefira o céu estrelado da noite em um lual na praia e não o dia de sol escaldante. Gosto das cores no papel, na parede, na tela. Mas prefiro vestir jeans, preto e branco. Sou básica e amo calçar havaianas. Roupa social não me atrai, pelo contrário, me dá tristeza pensar que tenho que usar. Daí dá pra concluir que não me agrado de eventos formais como casamento, formatura e talz. Agora, festinhas e comemorações descontraídas, isso sim me agrada. Parece até ironia do destino mas, nunca tive formatura, nem fui dama de honra, nem testemunha de casamento ou coisa parecida. Na minha festinha de 15 anos ganhei um cartão de um amor platônico e o guardo até hoje. Amores platônicos eu tive alguns. Hoje não tenho mais nenhum (ainda bem) e nem acredito em príncipe encantado. Vale encantado só na TV. Não gosto de ver novelas e nem gosto de filmes de terror e comédia (não sinto medo e nem acho engraçado). Gosto de ler. Nunca li a trilogia do Sr. dos Anéis e nem tenho tanta vontade assim. Uso óculos de grau e de sol também. Já tive os cabelos compridos. Nunca fui gorda e morro de medo de engordar. Fiquei 2 anos sem tomar refrigerantes e evitando o açúcar. Não vou ligar se você arrotar. Tenho pavor de barata e tenho muitos motivos para isso. Se você quer saber já mastiguei barata quando era pequena e também já senti dezenas de baratas passeando por cima de mim, quer mais? Não gosto de gatos e, nem vou falar o que tenho vontade de fazer com eles. Odeio pernilongo zunindo no meu ouvido (fico irritada). Já tive cachorros, passarinhos, periquitos, peixinhos. Se eu fosse um bichinho queria ser uma borboleta colorida a voar. Tenho os bichinhos de brinquedos que fazem a alegria dos priminhos: duas tartarugas chamadas Dorothéia e Salomé , um calango chamado Nicolau. Ah! Tenho alergia a camarão. Já colecionei papéis de carta, moedas e calendários. Guardo todas as cartas e cartões. Escrevo poesias. Faço letra e melodia. Tenho um blog e não gosto de flogs. Ganhei um Anjo através do blog e ele será para sempre até ficarmos velhinhos. Também tenho um amor (fica entre nós). Tenho amigos inesquecíveis e imprescindíveis como os XN´s (grupo estabelecido e uniformizado de amigos) e os individuais que são especiais. Amo nutella, café, frango agridoce, lasanha e bolo de farelo. Meu café é saboreado por muitos e até tem uma comunidade. O bolo de farelo ou bolo de terra é segredo, por isso experimente. Gosto de experimentar coisas novas, de viajar e sair da rotina. Corto a minha franja, faço as minhas unhas. Adoro parque de diversão. Não gosto de shopping. Prefiro ouvir músicas nacionais. O show da Marisa Monte foi o melhor que já fui. Ainda vou ao show da Maria Rita. E quero que Los Hermanos volte. Já fui no Som do Céu e ouvi o som que vem do céu. Detesto acordar cedo. Tenho nojo de espremer cravos e espinhas. Amo caminhar e andar de bicicleta. Um dia quero pedalar pelas ruas de Veneza. Não me chame para subir novamente o Mestre Álvaro. Tenho pressão baixa e posso desmaiar. Nunca reprovei. Já fiquei toda ralada numa tentativa frustrada de fuga na escola. Ainda quero aprender jogar xadrez. Atrevo-me a jogar sinuca e baralho. Amo jogar war. E não vou dançar forró até o dia que eu fizer aula. Queria ter aprendido a dançar, música e praticado esportes desde nova. Dancei funck num baile de formatura. Dei trotes em amigos (e sou boa nisso). Já beijei uma pessoa pensando que era outra. Ainda não aprendi a nadar e nem tirei a carteira de motorista. Não tenho piercing e nem tatoo. Gosto de chamar as pessoas queridas por codinomes. Odeio mentira e falsidade. Não fico com raiva de ninguém. Mas sei brigar quando precisa. Sou sensível. Não sou boba, sou bobinha. Ia contar um segredo, mas desisti. É que sou mineira e o mistério eu não conto. Tento ser brilho onde eu estiver, assim como as estrelas.
Teria muitas outras coisas para acrescentar mas, sei que a paciência moderna não é igual a de Jó. rs*
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
terça-feira, agosto 21, 2007
*SEM TÍTULO*
Tenho vivido pelas terras mineiras. Revivendo minas: mistura, minérios e mistérios. Por trás dos montes agora. Antes era de frente ao mar. Minas Gerais... só pra te amar.
à esquerda: Xatêssa (Maressa)/à direita: Xatúlia (eu)
Eu gosto das coisas bem assim
Parece sem sentido, mas depois se encaixa
É como este amor que ninguém mais vê
Quem tá do outro lado da cidade acha
Como a folha velha cai
A paixão dela vai
Se espalhando pela rua
Se mostrando toda nua
E não adianta querer se mostrar
Se do outro lado ninguém me quer ver
Eu já tentei de tudo prá me encontrar
Mas eu descobri que eu só me encontro em você
Como a chuva no telhado
Você cai como um compasso
Molha o nosso amor calado
Invadindo o meu espaço
E não adianta querer se mostrar
Se do outro lado ninguém me quer ver
Eu já tentei de tudo prá me encontrar
Mas eu descobri que eu só me encontro em você
[[composição de Julia Emerich e Maressa Moura]]
a gente faz letra e melodia pra viver.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
sábado, agosto 11, 2007
*WITHOUT ANSWERS*
reforma
disforma
transforma
conforma
informa
forma
[[José Lino Grünewald (1959)]]
se você não entende inglês, eu vou traduzir...
without answers = sem respostas
mas,
se você não entende a "forma" que a vida tem, eu sou incapaz de traduzir, porque eu mesma, por vezes, a desconheço.
Por que não existem respostas pras coisas feitas pelo coração?
UM MILAGRE!
é o que quero e não respostas.
"Do comedor saiu comida,
e do forte saiu doçura."
Juízes 14.14
(comida e mel foi o que Sansão encontrou ao matar o leão.)
des-informa... a forma... transforma... e forma.
não quero mais informação. quero transformação. não me conformo.
e, se tudo parece confuso é porque não tenho respostas.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
quarta-feira, agosto 01, 2007
*PAUSA*
"E é sempre bom lembrar que apesar de confundirmos intensidade com urgência, não há pressa. As coisas todas poderão esperar por você, elas me dizem que concordam. E há música estendida nas calçadas. E eu penso como deve ser acordar todos os dias" (Mara Coradello - escritora capixaba)
a pausa se faz necessária para a música assim como o silêncio se faz necessário para o ser humano, pois em meio a pausa e o silêncio existem as reflexões.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
quinta-feira, julho 05, 2007
*CALL ME*
Os nomes empregados são fictícios.
Faz-se uso de trechos da música Telefone da banda capixaba Crivo.
“O telefone não toca...”
— Alô!
— Ei minha bela Duda.
— Caio (ela fala com uma voz morosa e branda). Que bom que você me ligou...
Caio ligava para Duda sempre. Era um bem querer quase que diário. Duda sentia prazer em ouvir a voz viril de Caio que soava doce aos seus ouvidos. Ele ligava para Duda quando ela menos esperava e quando esperava também. O telefone de Duda tocava praticamente todos os dias (era uma repetição contínua de um mesmo som; parecia até que era cd arranhado) e, em diversas situações (e ela nem se importava): quando lavando as vasilhas, quando tomando banho, quando dormindo, quando lendo, quando secando os cabelos ou fazendo as unhas e, também, ligava apenas para cantar uma canção e para desejar boa noite e bom dia para ela. Caio fazia questão de demonstrar para Duda o quanto ela era importante para ele. Os dois perdiam, ou melhor, ganhavam horas a fio (e haja fio!) em uma ligação. E, Duda não se cansava de ouvir o som da voz, as histórias e as juras de amor de Caio. O tempo parecia se estagnar e, Duda ficava como quem sonha, hipnotizada ao ouvir a voz de Caio (que existia por meio de sinais elétricos). Duda criava asas e se transportava para o mundo encantado de Caio. Era a transmissão mais real. Duda ficava com suadas mãos e um pulsar constante no coração. Era tanta emoção que quase não cabia no seu coração. Duda era a namoradinha de Caio. Até que um dia o telefone parou de tocar. Agora, quem provavelmente e, para Duda, lamentavelmente deveria esperar ansiosamente pelas ligações de Caio era a...
— Alô!
— Oi!
— Quem é?
— Aqui é o Geraldo. É da casa do Carlos?
— Não. Não tem nenhum Carlos aqui.
— Desculpa. Foi engano.
pum pum pum...
“o telefone não toca e, eu acreditando que não terminou...”
THE END
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
terça-feira, julho 03, 2007
*SEM A MESMA SIGNIFICAÇÃO*

Tudo se torna diferente,
com intensidade diferente,
com aparência diferente.
É só reparar os pormenores das coisas.
E tudo se torna diferente,
com forma diferente,
com cor diferente.
É só viver com gana por boas coisas.
E assim tudo é diferente.
SINÔNIMOS
Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.
[[Mário Quintana - Caderno H]]
(Foto de Julia Emerich - eu)
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
quarta-feira, junho 27, 2007
*CONVENIÊNCIA*
Eu disse para ele que estava estressada. Ele perguntou se era estressada do tipo cansada e talz ou se era do tipo nervosinha. Eu disse que era do tipo nervosinha, e que estava ansiosa. Ele perguntou o que poderia fazer. Eu disse que não sabia e que estava com vontade de sumir, de esquecer do mundo.
Jogo da Pontuação
EU: querer querido eu quero saber se seremos queridos.
ELE: queridos sim somos quero querer ser sempre e mais muito mais querido.
EU: queridos seremos sempre querido e mais e sempre muito querer.
ELE: querendo sempre assim o querer seremos sempre muito queridos.
EU: quero sempre querer-te bem querido e querer ser querida.
ELE: querida serás sempre no meu bem querer querendo assim querida ser bem querido.
EU: querido és em todo o tempo querido e querida espero sempre ser.
ELE: querido e querida sempre queridos seremos sendo assim sempre queridos queridos sempre querermos ser.
EU: querer é querer-te sempre querido e querer assim é querer bem.
— consegui?
Eu respondi:
— ahhhhhhhhh!
Ele conseguiu me fazer esquecer o mundo por algum tempo.
PS2.: Direitos autorais do jogo reservados à ele;
PS3.: I Miss You.
Vídeo- cantora: Björk / música: I Miss You
A cantora islandesa Björk volta ao Brasil pela segunda vez em outubro para o TIM Festival. O evento acontecerá entre os dias 25 e 31 de outubro de 2007 e, os shows acontecerão
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
segunda-feira, junho 25, 2007
*DESCONHECIMENTO*
desconheço a minha forma engaiolada, e desconheço a minha receita de bolo, e desconheço a minha roupa usada, e desconheço o meu livro rabiscado, e desconheço a minha máscara velha, e desconheço o meu chinelo largado, e desconheço as minhas palavras encontradas, e desconheço o meu casulo abandonado, e desconheço o que um dia eu conheci.
"Quem conhece a sua ignorância
revela a mais alta sapiência.
Quem ignora sua própria ignorância
Vive na mais profunda solidão.
Não sucumbe à ilusão
Quem conhece a ilusão como ilusão.
O sábio conhece o seu não-saber,
E essa consciência do não-saber
O preserva de toda ilusão. "
[[Lao-tsé - poema 71 do Tao Te Ching]]
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
[[Clarice Lispector]]
Viver ultrapassa toda compreensão.
É muito mais que saber.
Viver é uma festa.
É sucumbir-se à glória divina.
E, não entender
é despojar de si mesmo.
É abster das significações
e encontrar o que é sublime.
Eu, mas eu volto... *estrela*
quarta-feira, junho 20, 2007
*SAUDADES*
¿E quem é que não sente saudade?
SAUDADE
s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;
[[João Guimarães Rosa
Hoje fico a lembrar...
... do tempo em que eu e minhas primas fazíamos piquenique; do tempo em que passava horas sentada conversando com minha falecida vó; do tempo em que colecionava papéis de carta; do tempo em que brincava com as bonecas chuquinhas; do tempo em que leite condensado vinha em formato de pasta dental; do tempo em que circo e parque faziam a alegria da gente [e ainda faz.]; do tempo em que férias era para passar com os familiares distantes; do tempo em que lia gibis; do tempo em que viajava de trem; do tempo em que criança brincava na rua, na terra e descalça; do tempo em que ganhar R$10,00 de presente de aniversario era fenomenal [comprei um pogoboll e ainda sobrou dinheiro. rs*]; do tempo em que ia na praia sem preocupar com a barriga, celulite e estria; do tempo em que viajando brincava de contar placas e cores de carro; do tempo que ouvia A Turma do Balão Mágico ["Vem meu ursinho querido, meu companheiro, ursinho Pimpão..."]; do tempo em que via desenhos animados;
... do tempo em que não era preciso se preocupar com coisas de “gente grande”.
Por essas e outras lembranças, saudade, pra mim, significa “lembranças de coisas boas que ficaram para trás e que marcaram nossas vidas” e não como define o dicionário [leia acima], porque das coisas tristes não quero lembrar.
“Saudade, meu remédio é cantar.”
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
terça-feira, junho 12, 2007
*E ASSIM POR DIANTE*
E daí se te vejo em cores?!Só me restam balões coloridos.
Vou soltá-los.
Deixá-los ao vento,
livres para voar,
para qualquer lugar.
Talvez assim,
livre dos balões de cores limitadas,
eu encontre balões de cores diversas.
Desprender-se das coisas é soltar-se no ar
sem saber para onde vai e como vai.
Mas, ainda,
é ter coragem de viver o inesperado,
arriscar-se para viver no ilimitado e vasto mundo,
querer crescer e ser grande sem, de fato, ser,
é, por fim,
descobrir que nada sabe apesar de todo o conhecimento adquirido.
E que sou como um grão de areia na praia que o vento (DEUS) carrega para qualquer direção.
PS.: Se você leu o post anterior, saíba que...
estou vivendo o etcétera e,
depois,
quem saber,
dou nomes às transformações.
“Te vejo em cores
Repito frases de um filme mudo.”
[[Maltines, SC]]
Ainda estou sob o efeito da comida de Rubem Alves.
Cada palavra dita é uma garfada demorada e bem degustada.
Palavras boas de se comer.
E, assim vou soltando as palavras que em mim moram, com atenção e calma.
Esperando que em vocês elas possam fazer efeito e,
de alguma forma, alimentar-vos.
Sob esse efeito de Rubem Alves comecei a ler "Entre a ciência e a sapiciência - o dilema da educação" e, recomendo, para quem gosta de poesia e de palavras, "Lições de Feitiçaria: meditações sobre a poesia".
quarta-feira, junho 06, 2007
*ETCÉTERA...*
"EU NÃO SENTIA NADA. SÓ UMA TRANSFORMAÇÃO PESÁVEL.
MUITA COISA IMPORTANTE FALTA NOME."
[[Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas]]
Vou ali viver o etcétera e,
depois,
quem sabe,
dar nomes às transformações.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*