sorriso besta . cabelo ao vento . pés descalços . abraço apertado

segunda-feira, julho 28, 2008

*VERBO*















Foto por: Julia Emerich


Há um verbo
Há um lugar em mim
Onde não há razão

Há um verbo
Há um lugar em mim
Onde há emoção

Há um verbo
Sem porção exata
Sem paixão que caiba
Em mim

Há um verbo
Amar

[[Julia Emerich - 2006]]


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, julho 16, 2008

*PRA SER EXATO*

tudo agora vai ser diferente, porque aqui dentro do peito não cabe mais nada.


os papéis rabiscados... vou enviá-los
as palavras embargadas... vou dizê-las
os gestos retidos... vou demonstrá-los
os sentimentos contidos... vou expressá-los
o amor temido... vou doá-lo
e,
à vida... vou sucumbi-la.


PS.: por aqui apenas reflexos, na real, puro espetáculo.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, julho 01, 2008

*AVULSO*

essas coisas que revelam a alma e dilaceram o peito.
essas coisas com certo ar poético enquanto a prosa não chega pra transtornar estas nuvens nebulosas.
...


Querendo rabiscar o papel em branco
Deixá-lo com a minha devoção
E depositá-lo na sua caixa de correio.

[...]

Minha janela fica logo ali
Ao lado da casinha branca de ninguém
E do morro alto da solidão
Esganiçando uma canção.

[...]

Julia Emerich


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sábado, junho 14, 2008

*AGORA É O QUE SE SEGUE*

Foto por: Raquel Magalhães

"Muitas vezes, durante os meus passeios, quando sou levado a deter-me perante uma visão e um sentimento que se me afiguram excepcionais, paro, tento abrir os olhos um pouco mais e, como quem respira fundo, enchendo os pulmões até ao limite da sua capacidade, pergunto-me o que é que será possível fazer para preservar aquilo, aquele momento, aquela coincidência entre uma visão e um sentimento."

[[Alexandre Melo em "O Viandante Esclarecido"]]


Um sentimento, um sonho, uma visão, as vezes, é contrário à realidade.
Agora é o que se segue, mesmo que seco.
Porque seca a garganta diante dos fatos lancinantes.
Mas não deve secar o sangue diante da vida que persiste.
Pois um sentimento, um sonho, uma visão, as vezes, é favorável à realidade.
Agora é o que se segue, sem secar.


Em cada passo você pode encontrar um olhar, um sorrir e uma canção... repare. Talvez assim a vida não seque.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quinta-feira, junho 05, 2008

*MISTURA DE COISAS BOAS*


Soa uma melodia doce
Que enche todo espaço.
Vira melancolia boa.

A melodia é de Tom
Que na melancolia do tom mais perfeito
Enche de som esta noite, esta sala.

Não há outro tom
Nem outro som
Só há o Tom
Que é Jobim.


Medley.

Já não é mais noite. É dia.
Mas ainda assim eu ouço
Antônio Carlos Jobim.

E faço assim essa poesia.
Que não é triste e nem alegre
É, todavia, uma mistura.

Um pouco de mim
Muito de Jobim
Um pouco de poesia
Muito de aprazia.


Medley.

[[Julia Emerich]]

Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, maio 27, 2008

*CHUVA*

Pinga ritmicamente.
Não mente.
Refresca aquilo que queima.
E sente.
E se ele passa, me embaça.
Abre a sombrinha e se encolhe.
Mas não me proteja.
Eu quero água que lava
e, canta suave
e, às vezes, forte.
Canta sempre.
[[Julia Emerich]]


Um pouco de poesia enquanto a prosa está em aberto.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sábado, maio 10, 2008

*OS 8 DESEJOS*

Os meus desejos são mais que oito
Os desejos são meus, são seus
Os meus 8 desejos são...

[No futuro, que não sei se será breve ou não].

Sem sombras de dúvidas, depois de ter fisgado aquele com quem juntaria as trouxas, eu viajaria para a Europa em lua de mel, feliz da vida; assim, realizaria dois sonhos: constituir família e viajar para a Europa.
Contudo, desses sonhos que mais se parecem com a nuvem do céu [se a gente chega perto, quer pegar, ela foge, fica só a impressão de ar¹.], sem ansiedade, fico com essa impressão, de que assim como o ar que eu respiro um dia os respirarei.
Mas, ao invés de ficar choramingando nuvens que não pairam sobre mim, eu juro que viajaria [léguas] em uma carreta numa estrada qualquer só para assistir ao show da Maria Rita; ao invés de ficar sentada na cadeira de balanço esperando tudo se realizar, faria equitação só para galopar pelos prados verdejantes e sentir o cabelo esvoaçar; e, ao invés de esganiçar uma canção debaixo do chuveiro, faria aula de canto e aprenderia tocar um instrumento para musicar minhas canções.
E, no fim, se nada disso se realizar, eu juro que tiro a bendita carteira de motorista, para sair pelo mundo livre, leve e solta.


¹- explicação retirada da crônica O Saveiro e a Nuvem, pertencente ao livro de crônicas “Moça deitada na grama” de Carlos Drummond de Andrade.


Meu amigo blogueiro Queiroz - Escritos Malditos - me passou esse meme, onde foi preciso contar-lhes alguns [apenas oito] dos meus desejos a serem realizados antes que o meu corpo se desfaleça e eu durma profundamente.
Passo essa tarefa para Felipe - O Nove, para Lepreu - A Rasura, e para Tony Lopes - Pessoas Comuns.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sábado, abril 26, 2008

*SIMPLES FIM*

...
simples fim [finalidade, alvo] de todas as coisas:

o que mais importa hoje e todo dia nessa vida que é brevemente leve e pesada ao mesmo tempo é o
amor. Isso sim é o que nos faz viver em graça.

O amor => o intento maior do meu viver!


Eu vou, mas eu volto... *estrela*



quinta-feira, abril 10, 2008

*MEDO*

Tenho medo
Eu tenho medo
Eu nem sei
De ficar no escuro
De sentar no muro
Tenho medo
De pisar na lua
De andar na rua

Tenho medo
Eu tenho medo
Eu nem sei
De ficar sozinha
De tocar campainha
Tenho medo
De deitar na grama
De ficar na cama

Tenho medo
De não ter você por perto
Eu nem sei
Tenho medo
Da dor que bate em meu peito
Eu nem sei
Tenho medo

Eu tenho medo
De ficar com frio
Eu nem sei
Tenho medo
De ficar sem brio
Eu nem sei
Tenho medo

Da minha rouca voz
Da minha dor atroz
Do meu cruel pavor
Do meu triste amor

[[Julia Emerich]]


=> Alguns pensamentos que se perdem na alma e que se encontram na ponta de uma caneta:

Há aqueles que me fazem ponderar sobre a retórica-eloquência:

— É preciso "emburrecer" ou simplificar a conversa/pensamento para se conviver?
— É preciso fingir desconhecer seus próprios pensamentos para se conversar?

— É preciso falar menos e ouvir mais [mesmo com aqueles que se tem intimidade] para haver convivência agradável!



Nem o saber e nem o querer,
nem tudo se divide.
Há quem não entenda.
Silêncio é sabedoria.

Enquanto se cala, se ouve a chuva, se ouve o choro, se ouve a chave e a mente abre.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

segunda-feira, março 24, 2008

*DISCREPÂNCIAS X SEMELHANÇAS*

As discrepâncias são as substituições que ocorrem ao longo dos tempos.
As semelhanças são as necessidades permanentes de companhia e afeto.


Antoine de Saint-Exupéry escreve sobre um Pequeno Príncipe que mantinha em redoma uma rosa e, sentia-se responsável por ela.
Carlos Drummond de Andrade escreve sobre uma borboleta que veio visitar-lhe numa manhã enquanto lia o jornal e tomava café.
Xinran escreve sobre uma menina que, internada em um hospital, tinha por companhia e distração uma mosca.

Em meio a essas companhias fugazes ou permanentes, eu resolvo escrever sobre o homem pós-moderno que sustenta como companhia constante o seu telefone celular: em suas mãos, no bolso, na bolsa, na mesa de trabalho e até mesmo sobre a cama o celular posa/pousa/repousa. Dos olhos do homem ele não foge e, mantém-se estagnado até que ele vibre, pisque e/ou toque. O homem pós-moderno, então, dorme e acorda com a presença do celular, que é a sua companhia em todos os dias e em todas as horas.

E tudo isso expõe a necessidade que o homem tem de companhia/da presença de alguma espécie que transmita alguma esperança, e de algum afeto que lhe proporcione um pouco de felicidade e prazer.

Ao passar do tempo, essas presenças vão sendo substituídas. Assim, surgem as tecnologias que se tornam substitutas das mais reais e sensíveis presenças de outrora.

Que a tecnologia não nos substitua por completo e nem nos torne insensíveis!


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

segunda-feira, março 10, 2008

*ABC E ETC.*

Disseram-me que é importante sempre escrever.
Escrever todo o dia, em qualquer hora, sem apagar a palavra e/ou frase anterior, sem vontade ou mesmo sem a tal chamada inspiração [que não sei se existe].
Numa busca incessante pelo texto bom e/ou certo, fico, por fim, sem saber o que escrever.

A rotina mudou, as palavras fugiram, o café acabou e, agora, vejo o papel em branco e a caneta que me causa estranheza diante de mim. Assim, perante esse cenário que fulgura os meus dias, escolho as letras postas e bem articuladas de um livro na estante, deixando o papel em branco se cobrir de uma cor empoeirada.

Alergia!

— Atchin.

Limpo a poeira e tento mais uma vez depositar palavras em um papel estendido ao horizonte: abc e etc..


PS.: obrigada Lepreu e Mara pelas palavras trocadas.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

*PONDERAÇÕES*

tenho falado de amor, mas não tenho dito que estou amando alguém.
são palavras que um dia escrevi e, que agora deixo aqui para vocês.
o amor pode estar por aqui, pode chegar a qualquer momento.
ainda não sei.

a gente discursava sobre o saber...
é tão difícil entender política, compreender filosofia, conhecer música e arte, falar e ler idiomas, discutir religião, ... a fundo!
admiramos todos os que possuem retórica.

... e vai acabando mais um mês. e eu quero mais.
quero conhecer o que ainda não sei e entender o que ainda não posso.
quero pesar tudo e avaliar.

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Diálogo:

— Esse é seu blog? [ele]

— Sim. [eu]

— É de poesia. Ah! O meu é melhor. [ele]

— Cada um gosta de escrever de forma diferente do outro. [eu]

SILÊNCIO!


não pense que tudo por aqui é poesia.
tudo aqui é muito mais que frases poéticas, rimas, palavras cabidas.
tudo aqui pode transbordar de emoção e de sensibilidade sim.
mas ainda assim falar da vida de forma razoável e real.
é só parar e reparar.

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enquanto ando sem tempo, encontro espaços para trabalhar, ler e meditar...
leio e recomendo:
As Boas Mulheres da China

=> um livro que retrata as tristes e chocantes histórias das mulheres da China durante o regime comunista.

um trecho:
"... Abri caminho por entre a multidão, gesticulando na direção dela e dizendo aos soluços que aquela era minha filha. Os escombros não me deixavam passar. As pessoas começaram a ajudar, tentaram escalar a parede onde a minha filha estava presa, mas a altura era de no mínimo dois andares e ninguém tinha ferramentas. Eu não parava de gritar o nome de Xiao Ping, mas ela não me ouvia.
Algumas mulheres, e depois uns homens, começaram a gritar junto comigo, para me ajudar. E logo estava todo mundo gritando 'Xiao Ping! Xiao Ping!'
Ela finalmente nos ouviu. Levantou a cabeça e usou a mão livre, a esquerda, para afastar o cabelo do rosto. Eu sabia que ela estava me procurando. Parecia confusa, não conseguia me enxergar entre aquela gente nua ou seminua. Um homem ao meu lado começou a empurrar para um lado as pessoas que estavam ao meu redor. De início ninguém entendeu o que ele estava fazendo, mas logo ficou claro que ele estava tentando abrir um grande espaço à minha volta para que Xiao Ping pudesse me ver. Deu certo. Xiao Ping gritou 'Mamãe!' e me acenou com a mão livre.
Gritei de volta, mas minha voz estava rouca e fraca. Então, levantei os braços e acenei para ela. Não sei quanto tempo passamos chamando e acenando. Finalmente alguém me fez sentar. Ainda havia um grande espaço vazio ao meu redor, de modo que Xiao Ping podia me ver. Ela também estava cansada, a cabeça pendia e ela arquejava. Pensando naquele momento, fico perguntando por que ela não gritou para que eu a salvasse. Nunca disse nada como 'Mamãe, me salve' nada disso."


Que tudo pareça extremamente doce!


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

*CARTA PARA VOCÊ*

... e continuo com essas e estas palavras [rabiscadas há tempo] que saltam entre nuvens nebulosas tentando enxergar um raio de sol qualquer.

Se você entendesse um pouco da minha escrita, escreveria palavras em versos, manchadas de tinta viva de uma cor qualquer, que refletisse o que meu peito prende e teima não soltar.
Se você compreendesse um tanto o bastante da palavra “abstrato” em nós marcada, desenharia formas disformes com cores diversas, que representasse o que o oculto em nós anseia mostrar.
Como ainda acho que você não entende e nem tampouco compreende recados codificados que em nossas volta insiste em permanecer cadenciado em letras, cores e formas, deixo escorrer cada código em você, que depois se juntarão sem nexo, sem rima e sem sentido. Talvez nem se encontrem e, cairá cada um deles num abismo sem chão.
Quem sabe assim, todos eles aprendam a voar e permaneçam a vagar, até o dia que quando estiveres pronto e todos os códigos prontos também, se juntem diante de você num emaranhado surreal, mas que agora decifra os meus, os seus, os nossos mais ousados desejos e sonhos que outrora existiu e, quem sabe, por sorte, possa ainda existir.

Permita-se decifrar o que poucos podem.


PS.: para alguém que não sabe [nada platônico!].

Eu vou, mas eu volto... *estrela*

terça-feira, janeiro 29, 2008

*O AMOR*

[ainda não li essa frase ocupando um espaço para mim]

... e eu teimava para postar estas palavras que falam do amor que não se sabe evidentemente!


O amor é um misto de claridade e escuridão
O amor precisa ser claro para amadurecer

E precisa ser escuro para sossegar

O amor precisa de mim e eu preciso dele
O amor não deve bater na porta para entrar

O amor deve escorregar pelas frestas e chegar sorrateiro

O amor sopra no rosto suavemente, depois beija e mora em mim

O amor é leve e me deixa como quem mora nas nuvens

O amor se escreve em qualquer lugar e ocupa um espaço

Do amor eu não sei quase nada

Sei que não é chuva e nem é sol

Não é doce mas me deixa dócil

O amor não custa cem reais e nem se converte em outra moeda

O amor é doação que nada quer em troca
E dele eu continuo sem saber exato

Exatidão é o amor

Queria que o amor viesse pra mim

Mas ele não vem e eu não sei como procurá-lo mais


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

segunda-feira, janeiro 21, 2008

*HOJE*

hoje uma chuva
que se transforma em lágrima e cai.
hoje um vazio
que se faz gelo e congela a alma.
hoje uma luz
que se encontra na greta da janela.

hoje um não
que se transforma em dia,
que se faz poesia,
que se encontra e pronuncia...
amanhã.


PS.: espere pelo amanhã!


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

sábado, janeiro 12, 2008

*AQUI JAZ*

“Uma vez, no Arizona, estava fazendo jogging em uma estrada de terra que seguia sinuosa em meio a artemísias e cactos arborescentes quanto topei com uma clínica para desordens alimentares que acometem os ricos. Saí de minha trilha poeirenta do deserto para uma pista de corrida bem tratada que, logo descobri, era uma milha de doze etapas. Avisos com dizeres motivadores como “Aguarde um milagre!” acompanhavam a trilha e, à medida que avançava, passava pelas etapas do plano de recuperação semelhante ao das associações anônimas. Avisos na trilha insistiam para que o corredor admitisse que seu corpo estava fora de controle e que ele não tinha poder para controlar seus hábitos alimentares. Com mais de um quilômetro, a trilha passava para etapas mais avançadas, para a necessidade de depender de amigos e de uma Força Maior. Avisos colocados ao lado de bancos em cada uma das doze etapas encorajavam os participantes a descansar e a refletir sobre seu progresso.
A trilha terminava num cemitério com pequenas inscrições em sepulturas. Abaxei-me para ler cada uma delas, pingando suor e arquejando por causa do calor do deserto. “Aqui jaz meu medo de intimidade”, escreveu uma tal Donna, em 15 de setembro, exatamente três dias antes. Ela havia pintado a sepultura com tinta amarela, vermelha e azul. Outros haviam sepultado coisas como cigarros, obsessão por chocolate, remédios para emagrecer, falta de autocontrole, necessidade de controlar os outros, hábito de mentir.”
[Trecho retirado do livro O Deus (in)visível de Philip Yancey]

Não era minha intenção postar aqui textos sobre o início do novo ano que se inicia com suas dicas fabulosas de felicidade e mudanças na vida [Nada contra textos assim. Eles fazem bem.]. Mas, ao ler o trecho citado acima, fiquei a meditar nele e, incomodou-me o fato de que realmente se faz necessário em nosso viver sepultarmos certas nocividades para que os sonhos renasçam sem resquícios danosos. E, talvez, o início de ano seja uma data oportuna para fazermos isso.
Na minha sepultura a inscrição: “Aqui, jaz o medo de enfrentar desafios”.


“Todas as noites, depois do jantar, a molecada do bairro se amontoava no portão da minha casa: era a hora negra das histórias dos lobisomens, bruxas, almas-penadas, tinha uma procissão de caveiras que passava à meia-noite, cantando, ô Deus! Como eu tremia...”
[Lygia Fagundes Telles]

Não quero tremer ao ouvir negras histórias, por isso não as conte para mim.


Aqui jaz todas as coisas ruins!


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, janeiro 02, 2008

*NÃO SOU FOFOCA, SOU CULTURA*

Primeiro presente do ano publicado no Caderno 2 do Jornal A Gazeta do dia 02 de janeiro de 2008 que me deixou surpresa, feliz e que, principalmente, me trouxe mais incentivo para continuar com os meus “sussurros da alma”.

Agradeço a Mara Coradello por este reconhecimento tão significativo para mim. Ao contrário do que muitos pensam blog também é cultura.

Deixo aqui o recorte da publicação, retirado do blog da autora da crônica:


Pequena retrospectiva literária de 2007

Mara Coradello

Canais de televisão listaram os fatos importantes de 2007, críticos de música das canções e tantos outros de suas memórias particulares. Todo final de ano, pesa esta medida inventada pelos fenícios, egípcios ou babilônios: o calendário.
De qualquer forma vou fazer minha atrasada retrospectiva que tem cara de perspectiva. Vou falar dos escritores capixabas, sequer publicados em papel, que li neste ano, no meio tão mal falado dos blogs. Eu particularmente acredito, como dito naquela palestra pelo poeta Alexei Bueno “a internet é igual ao Exu na macumba: não faz nem para bem nem para mal; você utiliza como quiser”.
O primeiro citado, Elton Pinheiro, foi meu colega de indicação no Prêmio Taru, uma premiação simpática e impecável. Pois bem, Elton escreve com uma dicção bela e original no blog Polifonia (http://www.eltonpinheiro.blogspot.com/). Vale muito a visita. Gosto também da delicadeza da Julia Emerick que chamou o que escreve de “sussurros da alma”. Peço que ela continue no seu http://www.brilhando.blogspot.com/. Para contrastar, que tal a acidez engraçada de Rodrigo Oliveira na sua Casa de Loucos (http://www.berghof.blogger.com.br/)?
Um que conheço desde o ano passado é Saulo Ribeiro, com seu personagem Duda Bandit, um beatinik lírico, que bebeu, além de cerveja, dos clássicos da boa literatura. Leia em http://www.deitandocabelo.blogspot.com/.
E que tal conhecer as reminiscências de André Oliveira, cronista que tem poucos escritos publicados, mas que já desponta com exemplar cuidado e criatividade: http://www.arasura.blogspot.com/?
Até quem abandonou o blog, como Thiago Raft, ora com palavras líricas, ora satíricas no http://www.feefaca.blogspot.com/merece ser lembrado, porque sempre existem os arquivos.
Não poderia deixar de fora blogs que descobri em 2006, mas mantiveram a forma em 2007, como o do Carlos Calenti, que mudou para o Rio de Janeiro, e ainda hoje continua com seu texto fluido e de sinceridade tocante. Ele “fala” justamente da mudança em textos mais recentes: http://www.plocker.blogger.com.br/.
Por falar em sinceridade, é a meu ver, uma marca dos novíssimos escritores capixabas destes blogs, a sinceridade sem cair no vazio umbiguista do confessional, a exemplo cito Kênia Freitas: http://www.provento.blogger.com.br/.
Fecho com a leveza da muito mais que publicitária Elisa Ribs, do www.prolixaporamor.blogspot.com e com o agridoce da moça misteriosa, Cecília ou não, do http://www.dansesurlamerde.blogspot.com/ .
Para tornar mais fácil para o internauta publicarei todos os links no meu. Sim também tenho um blog, o www.cadernobranco.blogger.com.br . E feliz 2008 com muitas leituras, virtuais ou no papel.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quinta-feira, dezembro 27, 2007

*DIARIAMENTE*

Para o hálito: chiclete trident sabor menta
Para a solitude: abraço de amigo
Para distrair: papel e caneta
Para refletir: leitura
Para descansar: cama
Para admirar: estrelas
Para relaxar: roda de amigos
Para a vida: cor
Para a felicidade: retidão
Para acordar: sorriso
Para o amanhã: esperança
Para o cabelo: cachos
Para a boca: brilho
Para a mão: a outra
Para os ouvidos: música
Para os pés: havaianas
Para o coração: amor
Para o papel: um verso
Para despertar: café forte
Para dor de cabeça: paisagem
Para o computador: óculos
Para a saúde: caminhada
Para beber: água
Para o banho: água quente
Para a alegria: cantar
Para assistir TV: cultura
Para dormir: escuro
Para mim: o que eu gosto diariamente
Para todos: um novo ano feliz

PS.: versão minha da música "Diariamente" da Marisa Monte.


Salve Vidas, doe sangue!


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

quarta-feira, dezembro 12, 2007

*UM ESTRANHO POR TRÁS DA PORTA*

Há muito tempo atrás algo aconteceu.
Não sei se era de fato um fato ou apenas alucinação.
Mas, aconteceu.

A seguir uma história narrada, baseada em fatos reais, com alterações necessárias para dar um ar tenebroso.

Eram férias e, como era de praxe, a família estava toda reunida na casa da Vó e do Vô.

Acontecia assim:

Um casal de velhinhos tinha 10 filhos, que, por conseguinte tinham filhos também.
Nas férias das crianças, os filhos dos velhinhos com as suas crianças se reuniam na casa dos velhinhos.
Assim eram todas as férias.
Numa noite destas, onde todos estavam reunidos na saudosa casa dos velhinhos, algo aconteceu com uns netinhos (três irmãos) que, não se sabe por que cargas d’água tiveram de ir na casa deles, que ficava no final da mesma rua da casa dos seus avós.

Já era noite escura e sem luar.

Então foram os três irmãos juntos para casa.
Chegando lá, o irmão mais novo foi tomar banho no banheiro que ficava nos fundos da casa. E as duas irmãs ficaram dentro da casa.
Tudo parecia correr calmamente, até que, de repente, de um silêncio comum surge um barulho incomum. Ouviu-se um grunhido vindo do lado de fora. Era o portão a se mexer. E, para desespero das menininhas, elas se lembraram que o portão estava destrancado e a porta da sala estava entreaberta.
Então, as irmãzinhas se posicionaram imobilizadas por trás da porta de um cômodo da casa que ficava no final do longo corredor e, permaneceram a olhar atentas para a porta da sala como se algo fosse surgir por ela. Puderam perceber que havia alguém estranho e, para elas era de fisionomia tenebrosa, falando coisas indecifráveis, querendo entrar pela sala.

O medo apoderou-se das duas.

Eram três crianças sozinhas em casa numa noite escura e sem luar e com um ser estranho querendo entrar para fazer sei lá o quê.

— Macacos me mordam!!! (eu digo)

Essas crianças não tinham escapatória e nem muito a fazer. O ser estranho continuava na porta entreaberta e a falar coisas indecifráveis e, sua cara feia só fazia aumentar o medo nas duas menininhas.
O menino, que para elas era símbolo de proteção, continuava a tomar o seu banho sem nada saber ou mesmo desconfiar e, as meninas apavoradas, esperando uma intervenção sobrenatural acontecer, resolveram se trancar no quarto dos pais que ficava no final do longo corredor.

Não se sabia o que fazer!
Havia um ser estranho e tenebroso querendo entrar na casa e as crianças estavam sozinhas e desesperadas.

Mas...
Como um vento que sopra na cara, um raio que cai na cabeça, assim a lembrança sobreveio a elas. Lembraram-se dos pais que sempre lhes ensinara a orar em qualquer situação... na alegria, na tristeza, diante do medo ou não.
Foi então que as duas menininhas se colocaram de joelhos na beirada da cama e começaram a orar com a voz baixa e embargada e em meio a soluços de choro.
Ali, trancadas no quarto, orando e sem perceber o tempo passar, foi que a cena se desmanchou.
Quando as irmãzinhas saíram do quarto dos pais e olharam para a porta da sala, não havia mais ninguém, não havia mais nenhum ser estranho e tenebroso a falar coisas indecifráveis e causar pânico. Assim as menininhas correram para o banheiro dos fundos, onde o irmão mais novo estava, e contaram pra ele o que tinha acontecido.
Os três irmãos resolveram olhar a casa inteira e conferir se realmente não havia mais ninguém por lá. Correram e trancaram o portão e a porta da sala, olharam cada cômodo da casa e, puderam assim respirar aliviados e profundamente, num êxtase de perplexidade.

FIM

PS.: Fica aqui exposto o meu fracasso para historinhas e/ou estorinhas de terror. Tentativa fracassada. Não gostei. Mas, como havia prometido, publiquei para vocês. Continuarei com os meus sussurros da alma.


Salvando vidas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter os estoques dos bancos de sangue em números razoáveis é preciso que entre 3% e 5% da população faça doações regularmente. No entanto, no Brasil esse número não passa de 2%, um quadro preocupante. Mas isso pode mudar.
Fonte: revista bb.com.você, ano 8, nº 46, set/out 2007

“... só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.”
[O Teatro Mágico]
Eles estiveram aqui e eu fui comemorar meu aniversário lá. Simplesmente mágico.


E a última notícia:
por necessidade de soltar todas as minhas frases, cedi ao fotolog...
pequena estrela


Eu vou, mas eu volto... *estrela*

segunda-feira, novembro 26, 2007

*NOVA SINTONIA*


PRIMAVERA
(Formidável Família Musical)

La la lin lin lin lon lon lon lon
Passo todo dia nessa estrada
Mas não presto atenção
Canto todo dia nessa estrada
Mas não canto com paixão
Se eu vou cantar pra todo mundo ouvir
Vou cantar algo que é pra te fazer feliz
Te dar uma flor, tentar te ver sorrir
Ouvindo a melodia solta por aí
La la lin lin lin lon lon lon lon
Para rarara papa papara
Para papa papara
Para rarara para papara
Papara papara
La la lin lin lin lon lon lon lon
Já é primavera escolha sua flor
Pode ser de qualquer cor
Entre na estação e vá pra onde for
Se for, eu vou
Eu vou cantar pra todo mundo ouvir
Vou cantar algo que é pra te fazer feliz
Te dar uma flor, tentar te ver sorrir
Ouvindo a melodia solta por aí
A linda melodia solta por aí

Esse é o som que descobri na semana passada e não paro de ouvir.
A banda é de Salvador, Bahia.
Se quiser saber mais sobre a banda e ouvir mais músicas, entre no site:
Formidável Família Musical


E aqui, outra pequena demonstração dos meus diálogos virtuais:

— e além do mais, do que mais se precisa?

— precisa de paz e deleite sem fim para sonhar enquanto se canta.



PS.:
Para os que estão esperando a historinha de terror, se preparem, será o próximo post. Não sei se ficará bom, pois é a minha primeira tentativa de contar-lhes uma história/estória de terror, graças ao incentivo da querida Luma.


.Vamos soltar todas as frases no ar para que elas formem uma nuvem no céu só pra gente.


Eu vou, mas eu volto... *estrela*