Há um verbo
Há um lugar em mim
Onde não há razão
Há um verbo
Há um lugar em mim
Onde há emoção
Há um verbo
Sem porção exata
Sem paixão que caiba
Em mim
Há um verbo
Amar
[[Julia Emerich - 2006]]
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
Que na melancolia do tom mais perfeito
Enche de som esta noite, esta sala.
Nem outro som
Só há o Tom
Que é Jobim.
Medley.
Já não é mais noite. É dia.
Mas ainda assim eu ouço
Antônio Carlos Jobim.
Que não é triste e nem alegre
É, todavia, uma mistura.
Muito de Jobim
Um pouco de poesia
Muito de aprazia.
[No futuro, que não sei se será breve ou não].
Sem sombras de dúvidas, depois de ter fisgado aquele com quem juntaria as trouxas, eu viajaria para a Europa em lua de mel, feliz da vida; assim, realizaria dois sonhos: constituir família e viajar para a Europa.
Contudo, desses sonhos que mais se parecem com a nuvem do céu [se a gente chega perto, quer pegar, ela foge, fica só a impressão de ar¹.], sem ansiedade, fico com essa impressão, de que assim como o ar que eu respiro um dia os respirarei.
Mas, ao invés de ficar choramingando nuvens que não pairam sobre mim, eu juro que viajaria [léguas] em uma carreta numa estrada qualquer só para assistir ao show da Maria Rita; ao invés de ficar sentada na cadeira de balanço esperando tudo se realizar, faria equitação só para galopar pelos prados verdejantes e sentir o cabelo esvoaçar; e, ao invés de esganiçar uma canção debaixo do chuveiro, faria aula de canto e aprenderia tocar um instrumento para musicar minhas canções.
E, no fim, se nada disso se realizar, eu juro que tiro a bendita carteira de motorista, para sair pelo mundo livre, leve e solta.
Passo essa tarefa para Felipe - O Nove, para Lepreu - A Rasura, e para Tony Lopes - Pessoas Comuns.
O amor => o intento maior do meu viver!
Tenho medo
Eu tenho medo
Eu nem sei
De ficar no escuro
De sentar no muro
Tenho medo
De pisar na lua
De andar na rua
Tenho medo
Eu tenho medo
Eu nem sei
De ficar sozinha
De tocar campainha
Tenho medo
De deitar na grama
De ficar na cama
De não ter você por perto
Eu nem sei
Tenho medo
Da dor que bate em meu peito
Eu nem sei
Tenho medo
De ficar com frio
Eu nem sei
Tenho medo
De ficar sem brio
Eu nem sei
Tenho medo
Da minha dor atroz
Do meu cruel pavor
Do meu triste amor
=> Alguns pensamentos que se perdem na alma e que se encontram na ponta de uma caneta:
— É preciso "emburrecer" ou simplificar a conversa/pensamento para se conviver?
— É preciso fingir desconhecer seus próprios pensamentos para se conversar?
— É preciso falar menos e ouvir mais [mesmo com aqueles que se tem intimidade] para haver convivência agradável!
Nem o saber e nem o querer,
nem tudo se divide.
Há quem não entenda.
Silêncio é sabedoria.
Enquanto se cala, se ouve a chuva, se ouve o choro, se ouve a chave e a mente abre.
As discrepâncias são as substituições que ocorrem ao longo dos tempos.
As semelhanças são as necessidades permanentes de companhia e afeto.
Antoine de Saint-Exupéry escreve sobre um Pequeno Príncipe que mantinha em redoma uma rosa e, sentia-se responsável por ela.
Carlos Drummond de Andrade escreve sobre uma borboleta que veio visitar-lhe numa manhã enquanto lia o jornal e tomava café.
Xinran escreve sobre uma menina que, internada em um hospital, tinha por companhia e distração uma mosca.
E tudo isso expõe a necessidade que o homem tem de companhia/da presença de alguma espécie que transmita alguma esperança, e de algum afeto que lhe proporcione um pouco de felicidade e prazer.
Ao passar do tempo, essas presenças vão sendo substituídas. Assim, surgem as tecnologias que se tornam substitutas das mais reais e sensíveis presenças de outrora.
Que a tecnologia não nos substitua por completo e nem nos torne insensíveis!
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
Disseram-me que é importante sempre escrever.
Escrever todo o dia, em qualquer hora, sem apagar a palavra e/ou frase anterior, sem vontade ou mesmo sem a tal chamada inspiração [que não sei se existe].
Numa busca incessante pelo texto bom e/ou certo, fico, por fim, sem saber o que escrever.
Alergia!
— Atchin.
Limpo a poeira e tento mais uma vez depositar palavras em um papel estendido ao horizonte: abc e etc..
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
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Diálogo:
— Esse é seu blog? [ele]
— Sim. [eu]
— Cada um gosta de escrever de forma diferente do outro. [eu]
SILÊNCIO!
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Que tudo pareça extremamente doce!
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
Se você entendesse um pouco da minha escrita, escreveria palavras em versos, manchadas de tinta viva de uma cor qualquer, que refletisse o que meu peito prende e teima não soltar.
Permita-se decifrar o que poucos podem.
“Uma vez, no Arizona, estava fazendo jogging em uma estrada de terra que seguia sinuosa em meio a artemísias e cactos arborescentes quanto topei com uma clínica para desordens alimentares que acometem os ricos. Saí de minha trilha poeirenta do deserto para uma pista de corrida bem tratada que, logo descobri, era uma milha de doze etapas. Avisos com dizeres motivadores como “Aguarde um milagre!” acompanhavam a trilha e, à medida que avançava, passava pelas etapas do plano de recuperação semelhante ao das associações anônimas. Avisos na trilha insistiam para que o corredor admitisse que seu corpo estava fora de controle e que ele não tinha poder para controlar seus hábitos alimentares. Com mais de um quilômetro, a trilha passava para etapas mais avançadas, para a necessidade de depender de amigos e de uma Força Maior. Avisos colocados ao lado de bancos em cada uma das doze etapas encorajavam os participantes a descansar e a refletir sobre seu progresso.
A trilha terminava num cemitério com pequenas inscrições
[Trecho retirado do livro O Deus (in)visível de Philip Yancey]
Não era minha intenção postar aqui textos sobre o início do novo ano que se inicia com suas dicas fabulosas de felicidade e mudanças na vida [Nada contra textos assim. Eles fazem bem.]. Mas, ao ler o trecho citado acima, fiquei a meditar nele e, incomodou-me o fato de que realmente se faz necessário em nosso viver sepultarmos certas nocividades para que os sonhos renasçam sem resquícios danosos. E, talvez, o início de ano seja uma data oportuna para fazermos isso.
Na minha sepultura a inscrição: “Aqui, jaz o medo de enfrentar desafios”.
“Todas as noites, depois do jantar, a molecada do bairro se amontoava no portão da minha casa: era a hora negra das histórias dos lobisomens, bruxas, almas-penadas, tinha uma procissão de caveiras que passava à meia-noite, cantando, ô Deus! Como eu tremia...”
[Lygia Fagundes Telles]
Aqui jaz todas as coisas ruins!
A seguir uma história narrada, baseada em fatos reais, com alterações necessárias para dar um ar tenebroso.
Eram férias e, como era de praxe, a família estava toda reunida na casa da Vó e do Vô.
Acontecia assim:
Um casal de velhinhos tinha 10 filhos, que, por conseguinte tinham filhos também.
Nas férias das crianças, os filhos dos velhinhos com as suas crianças se reuniam na casa dos velhinhos.
Assim eram todas as férias.
Numa noite destas, onde todos estavam reunidos na saudosa casa dos velhinhos, algo aconteceu com uns netinhos (três irmãos) que, não se sabe por que cargas d’água tiveram de ir na casa deles, que ficava no final da mesma rua da casa dos seus avós.
Já era noite escura e sem luar.
Então foram os três irmãos juntos para casa.
Chegando lá, o irmão mais novo foi tomar banho no banheiro que ficava nos fundos da casa. E as duas irmãs ficaram dentro da casa.
Tudo parecia correr calmamente, até que, de repente, de um silêncio comum surge um barulho incomum. Ouviu-se um grunhido vindo do lado de fora. Era o portão a se mexer. E, para desespero das menininhas, elas se lembraram que o portão estava destrancado e a porta da sala estava entreaberta.
Então, as irmãzinhas se posicionaram imobilizadas por trás da porta de um cômodo da casa que ficava no final do longo corredor e, permaneceram a olhar atentas para a porta da sala como se algo fosse surgir por ela. Puderam perceber que havia alguém estranho e, para elas era de fisionomia tenebrosa, falando coisas indecifráveis, querendo entrar pela sala.
O medo apoderou-se das duas.
Eram três crianças sozinhas em casa numa noite escura e sem luar e com um ser estranho querendo entrar para fazer sei lá o quê.
— Macacos me mordam!!! (eu digo)
Essas crianças não tinham escapatória e nem muito a fazer. O ser estranho continuava na porta entreaberta e a falar coisas indecifráveis e, sua cara feia só fazia aumentar o medo nas duas menininhas.
O menino, que para elas era símbolo de proteção, continuava a tomar o seu banho sem nada saber ou mesmo desconfiar e, as meninas apavoradas, esperando uma intervenção sobrenatural acontecer, resolveram se trancar no quarto dos pais que ficava no final do longo corredor.
Não se sabia o que fazer!
Havia um ser estranho e tenebroso querendo entrar na casa e as crianças estavam sozinhas e desesperadas.
Mas...
Como um vento que sopra na cara, um raio que cai na cabeça, assim a lembrança sobreveio a elas. Lembraram-se dos pais que sempre lhes ensinara a orar em qualquer situação... na alegria, na tristeza, diante do medo ou não.
Foi então que as duas menininhas se colocaram de joelhos na beirada da cama e começaram a orar com a voz baixa e embargada e em meio a soluços de choro.
Ali, trancadas no quarto, orando e sem perceber o tempo passar, foi que a cena se desmanchou.
Quando as irmãzinhas saíram do quarto dos pais e olharam para a porta da sala, não havia mais ninguém, não havia mais nenhum ser estranho e tenebroso a falar coisas indecifráveis e causar pânico. Assim as menininhas correram para o banheiro dos fundos, onde o irmão mais novo estava, e contaram pra ele o que tinha acontecido.
Os três irmãos resolveram olhar a casa inteira e conferir se realmente não havia mais ninguém por lá. Correram e trancaram o portão e a porta da sala, olharam cada cômodo da casa e, puderam assim respirar aliviados e profundamente, num êxtase de perplexidade.
PS.: Fica aqui exposto o meu fracasso para historinhas e/ou estorinhas de terror. Tentativa fracassada. Não gostei. Mas, como havia prometido, publiquei para vocês. Continuarei com os meus sussurros da alma.
Salvando vidas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter os estoques dos bancos de sangue em números razoáveis é preciso que entre 3% e 5% da população faça doações regularmente. No entanto, no Brasil esse número não passa de 2%, um quadro preocupante. Mas isso pode mudar.
Fonte: revista bb.com.você, ano 8, nº 46, set/out 2007
“... só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.”
[O Teatro Mágico]
Eles estiveram aqui e eu fui comemorar meu aniversário lá. Simplesmente mágico.
E a última notícia:
por necessidade de soltar todas as minhas frases, cedi ao fotolog...
pequena estrela
Eu vou, mas eu volto... *estrela*
PRIMAVERA
(Formidável Família Musical)
La la lin lin lin lon lon lon lon
Passo todo dia nessa estrada
Mas não presto atenção
Canto todo dia nessa estrada
Mas não canto com paixão
Se eu vou cantar pra todo mundo ouvir
Vou cantar algo que é pra te fazer feliz
Te dar uma flor, tentar te ver sorrir
Ouvindo a melodia solta por aí
La la lin lin lin lon lon lon lon
Para rarara papa papara
Para papa papara
Para rarara para papara
Papara papara
La la lin lin lin lon lon lon lon
Já é primavera escolha sua flor
Pode ser de qualquer cor
Entre na estação e vá pra onde for
Se for, eu vou
Eu vou cantar pra todo mundo ouvir
Vou cantar algo que é pra te fazer feliz
Te dar uma flor, tentar te ver sorrir
Ouvindo a melodia solta por aí
A linda melodia solta por aí
Esse é o som que descobri na semana passada e não paro de ouvir.
A banda é de Salvador, Bahia.
Se quiser saber mais sobre a banda e ouvir mais músicas, entre no site:
Formidável Família Musical
E aqui, outra pequena demonstração dos meus diálogos virtuais:
— e além do mais, do que mais se precisa?
— precisa de paz e deleite sem fim para sonhar enquanto se canta.
Eu vou, mas eu volto... *estrela*