'It's a long way
...
E se não tivesse o amor
E se não tivesse essa dor.'
um sorriso desproposital
tal e qual
vem desanuviar
ele não reparou nas unhas dela por fazer
ele não reparou no cabelo dela desalinhado
ele não reparou ...
ele olhou para ela e abriu um sorriso.
Ah, a beleza do outro [pessoa bonita demais]!
Uma certa altivez e um 'não sei bem lidar com ela'; me deixa sem graça.
Essas pessoas parecem que nos são superiores só porque são demasiadamente bonitas.
E elas nem sabem...
quem me inspira hoje: Caetano Veloso, C. D. M., as pessoas bonitas demais
sorriso besta . cabelo ao vento . pés descalços . abraço apertado
segunda-feira, agosto 15, 2016
segunda-feira, julho 11, 2016
*O QUE MAIS VALE*
´É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê.'
Há quem mendiga o pão
E durma no duro chão.
Enquanto outros
Lambem mel,
E voam sobre arranha-céus
Ou giram em carrossel.
Enquanto outros
Lambem fel,
E como teto têm o céu
Ou casa de papel.
Me digam,
Quanto vale a vida?
Quanto vale o pão?
Será que vale?
E se as mãos se entrelaçassem?
Um laço!
E se o ódio se abortasse?
Um abraço!
Que o nosso olhar se torne atento a ponto de perceber ao redor!
quem me inspira hoje: Tiago Iorc
que a estrada vai além do que se vê.'
Há quem mendiga o pão
E durma no duro chão.
Enquanto outros
Lambem mel,
E voam sobre arranha-céus
Ou giram em carrossel.
Enquanto outros
Lambem fel,
E como teto têm o céu
Ou casa de papel.
Me digam,
Quanto vale a vida?
Quanto vale o pão?
Será que vale?
E se as mãos se entrelaçassem?
Um laço!
E se o ódio se abortasse?
Um abraço!
Que o nosso olhar se torne atento a ponto de perceber ao redor!
quem me inspira hoje: Tiago Iorc
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
*AMORES MEUS: MEU BEM*
'Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim.'
¬ Meu Bem
Quiçá esta, também, seja a história de amor mais difícil de ser relatada em poucas linhas. É inegável e patente que uma história de amor não é igual a outra; cada qual com sua singularidade e importância. Mas esta é, sem sombra de dúvida, a história de amor mais duradoura, cheia de idas e vindas, com o fim nunca palpável e sempre à espreita de um novo recomeço.
Assim como no circo e na vida, o acaso também tem as suas mágicas [parafraseando Milan Kundera].
Era festa de família e, eu estava ali quase que como uma intrusa, como uma formiga no bolo, uma abelha no mel. E, ele apareceu naquela tarde de sol a pino, quando eu menos esperava encontrar alguém que me enchesse os olhos e me fizesse suar as mãos. Ao avistá-lo, pensei que ele - alto, moreno e um tanto bonito - nunca iria olhar para mim. Eu que não era nem loira, nem muito menos tinha um corpo sarado para fazer jus à beleza dele [assim era como eu imaginava. assim era eu com meus achômetros]. Ledo engano! Nossos olhares se encontraram bem debaixo de uma sombra de árvore, numa longa conversa em uma tarde de sol no sítio Paraíso. E, naquele mesmo dia, naquela festa ao luar, naquela noite fria, parecia haver uma conspiração cósmica à nosso favor. Pistas, doces e travessuras deixadas pelo caminho me levaram até ele. Um beijo aconteceu e nossas mãos se entrelaçaram. Ele me abraçou. O frio acabou. E, um sorriso aberto em mim se fez.
Desse dia em diante foi um turbilhão de emoções e sensações, em miúdos. E no meio de milhões de querer, eu me achava perdida, ou melhor, perdidamente apaixonada. Eram ligações a todo instante só para me chamar de meu bem, viagens para nos vermos, encontros e despedidas. Era começo sem início, fim sem final. Era ida e era volta. E toda ida me destruía, me embaraçava, me destroçava. E toda volta me revirava, me retirava da rota, me desconcertava. E os sentimentos nessa hora? Estupefatos!
Bem como eram cartas de amor - enviadas pelo correios - que falavam de uma casa no campo, com árvores, sombra e rede, cachorro, borboletas vagueando e pássaros a cantar; que falavam, também, da lua e do céu estrelado, de desejos e sonhos, de uma canção e uma oração.
Assim como no circo e na vida, o acaso também tem as suas mágicas [parafraseando Milan Kundera].
Era festa de família e, eu estava ali quase que como uma intrusa, como uma formiga no bolo, uma abelha no mel. E, ele apareceu naquela tarde de sol a pino, quando eu menos esperava encontrar alguém que me enchesse os olhos e me fizesse suar as mãos. Ao avistá-lo, pensei que ele - alto, moreno e um tanto bonito - nunca iria olhar para mim. Eu que não era nem loira, nem muito menos tinha um corpo sarado para fazer jus à beleza dele [assim era como eu imaginava. assim era eu com meus achômetros]. Ledo engano! Nossos olhares se encontraram bem debaixo de uma sombra de árvore, numa longa conversa em uma tarde de sol no sítio Paraíso. E, naquele mesmo dia, naquela festa ao luar, naquela noite fria, parecia haver uma conspiração cósmica à nosso favor. Pistas, doces e travessuras deixadas pelo caminho me levaram até ele. Um beijo aconteceu e nossas mãos se entrelaçaram. Ele me abraçou. O frio acabou. E, um sorriso aberto em mim se fez.
Desse dia em diante foi um turbilhão de emoções e sensações, em miúdos. E no meio de milhões de querer, eu me achava perdida, ou melhor, perdidamente apaixonada. Eram ligações a todo instante só para me chamar de meu bem, viagens para nos vermos, encontros e despedidas. Era começo sem início, fim sem final. Era ida e era volta. E toda ida me destruía, me embaraçava, me destroçava. E toda volta me revirava, me retirava da rota, me desconcertava. E os sentimentos nessa hora? Estupefatos!
Bem como eram cartas de amor - enviadas pelo correios - que falavam de uma casa no campo, com árvores, sombra e rede, cachorro, borboletas vagueando e pássaros a cantar; que falavam, também, da lua e do céu estrelado, de desejos e sonhos, de uma canção e uma oração.
Era uma música para mim:
"Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o seu amor é meu."
Também era uma música para ele:
"Eu me conheço mais
Olhando pra você eu vou
Descobrindo quem sou."
"Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o seu amor é meu."
Também era uma música para ele:
"Eu me conheço mais
Olhando pra você eu vou
Descobrindo quem sou."
Eram lembranças de um dia bom, presentes, sabores e cheiros. Eram abraços afogados em lágrimas e, lágrimas desmanchadas em beijos. E, era, espantosamente, um pedido de casamento.
Eu sonhava, sonhava absolutamente acordada e, nem imaginava que um sonho bom pudesse se transformar em um pesadelo. Ele que num dia disse que me queria para sempre, num outro dia me pediu um minuto de sossego. Nesse dia o minuto se transformaria em eternidade, em para sempre. Mas, como já dizia O Teatro Mágico, "a cena repete, a cena se inverte [...] e o fim é belo incerto". E o fim dessa história? É um sempre no nunca, é belo incerto, eu sei.
Eu sonhava, sonhava absolutamente acordada e, nem imaginava que um sonho bom pudesse se transformar em um pesadelo. Ele que num dia disse que me queria para sempre, num outro dia me pediu um minuto de sossego. Nesse dia o minuto se transformaria em eternidade, em para sempre. Mas, como já dizia O Teatro Mágico, "a cena repete, a cena se inverte [...] e o fim é belo incerto". E o fim dessa história? É um sempre no nunca, é belo incerto, eu sei.
FIM
PS.: talvez essa seja a última história de amor, acrescida de liberdade poética, aqui contada.
quem me inspira hoje: F. E., os amores de um dia
sexta-feira, setembro 25, 2015
*AMORES MEUS: AMOR*
'Muita coisa importante falta nome.'
¬ Amor
¬ Amor
O que vem depois da ventania que acordou a memória? Umas lembranças de coisas boas; a história de amor mais cheia de detalhes e peripécias, e, talvez, a mais difícil de ser relatada em poucas linhas.
Tudo começou lá em Itaúnas, quando o amor me tirou para dançar. Logo eu que não sabia dançar, não tinha molejo e nem requebrava! Mas o amor, assim como a dança, tem dessas coisas, nos surpreende e nos envolve!
Alguém disse que eu e ele combinávamos. E, de fato, nós combinamos muito. Dessa combinação viramos amigos, cúmplices, companheiros, amores. Um amor que virou confusão ou uma confusão que virou amor. Não sei ao certo, porque, realmente, como disse Guimarães Rosa, pra 'muita coisa importante falta nome'. Um desmesurado amor.
Alguém disse que eu e ele combinávamos. E, de fato, nós combinamos muito. Dessa combinação viramos amigos, cúmplices, companheiros, amores. Um amor que virou confusão ou uma confusão que virou amor. Não sei ao certo, porque, realmente, como disse Guimarães Rosa, pra 'muita coisa importante falta nome'. Um desmesurado amor.
Todas as manhãs ele me acordava com um telefonema: 'amor, te quero'. E eu respondia: 'tô com vontade de você'. Ganhei um beijo de aniversário e dei outro beijo de parabéns. Tinha beijo que parecia mordida e tinha mordida que parecia beijo. Era amor e amizade, beijo e mordida, e um pouco de tudo.
Ele viajou, por alguns meses, para bem longe, a léguas daqui, para outro país. Me deixou a saudade.
Ele voltou. Me acordou tocando piano e cantando. Vimos filmes de mãos dadas. Deitamos debaixo de uma árvore e ele recitou Luíza de Tom Jobim. Me ensinou a comer comida japonesa. Me preparou um café da manhã. Me levou para caminhar na praia. Fez estrelas de papel e me deu. Fez um desenho e me deu. Por causa dele eu li Fernando Pessoa e Guimarães Rosa. Por causa dele eu assisti Dogville. Fomos em vários shows juntos. Andamos de bicicleta. Fomos à praia. Viajamos para as montanhas.
Depois ele viajou, por mais alguns meses, para muito longe também. E foi aí que começamos os Bilhetes de Geladeira, que nos mantiveram unidos durante o tempo e diminuindo a distância. Para cada dia, um bilhete:
Bilhete de Geladeira nº 1
Amor, não se esqueça de olhar as estrelas todas as noites!
[assim estarei sempre por perto pra não te deixar sozinho e muito menos triste.]
E foram muitos e muitos bilhetes enviados por e-mail.
Sobre nossas músicas? São várias que fazem a nossa trilha sonora. Afinal, ele me mostrou seu requintado gosto musical; me fez ouvir Keane, King of Convenience, Belle and Sebastian, Esperanza Spalding, Ella Fitzgerald, dentre outros; cantou Good Luck, para mim, pela webcam; me ligou para dizer que estava passando, na TV, o show da Maria Rita; e, então, fizemos de Grão de Amor a nossa música particular e predileta:
"Me deixe, sim
Mas só se for pra ir ali e pra voltar
Me deixe, sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe de me amar."
Rimos juntos. Contamos segredos. Descobri um segredo. Me abraçou bem forte. E choramos juntos. Ele viajou outras vezes e não mais voltou. Me deixou sim, mas nunca deixou de me amar.
FIM
PS.: outras histórias de amor acrescidas de liberdade poética ainda virão.
quem me inspira hoje: N. N., os amores de um dia
domingo, setembro 20, 2015
*AMORES MEUS: NUVEM DO CÉU*
'Estranho seria se eu não me apaixonasse por você.'
¬ Nuvem do Céu
Era uma vez eu, ele e o ciberespaço.
Eu o conheci quando ainda existia msn, orkut, weblogs, fotologs, zipmail, e quando não existia whatsApp, facebook, gmail, nem Mozzila e nem Google Chrome. Nós nos vimos pela primeira vez pela webcam, quando a irmã dele nos apresentou. A partir desse dia, ele me mandava cartões virtuais, músicas e, também, me telefonava diariamente. Me chamava de estrela, de namorada. E por me chamar de estrela, me mandou esta canção:
"Estrela ilumina o meu céu
Me tira esse féu
Adoça o meu viver [...]"
Eu nunca tinha escutado essa canção e, é claro que, desde esse dia, eu nunca mais a esqueci e nem deixei de cantarolá-la!
Encantada com a doçura dele, eu passava horas e mais horas ao telefone. Adorava a sua voz, o seu jeito de falar, o seu jeito carinhoso e descontraído de ser. Ele cantava pra mim. E eu para ele:
"Não se admire se um dia
um beija-flor invadir
a porta da tua casa
te der um beijo e partir [...]"
"Não se admire se um dia
um beija-flor invadir
a porta da tua casa
te der um beijo e partir [...]"
O primeiro dia em que nos vimos tête-a-tête [cara a cara no sentido físico], depois de longos dois meses, ele me deu um abraço apertado, repleto de afeto, e me rodopiou. Naquele dia eu fui embora com um sorriso escancarado no rosto. Nos vimos algumas outras vezes. E todas as vezes que nos encontrávamos, eu me apaixonava mais. Suas mãos eram longas e macias, e seguravam as minhas carinhosamente. Seu jeito dócil me fazia tão bem. Suas brincadeiras me deixavam como quem sonha.
No dia do meu aniversário ele veio na minha casa. E, enquanto eu o aguardava no portão, ele abriu a porta do carro, desceu, e cantou:
"Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir,
Eu nem cochilei [...]"
É claro que, também, nunca mais, esqueci essa canção!
Ele segurou a minha mão, me deu uma pulseira, me abraçou forte. Eu me apaixonava cada vez mais.
Mas, ah! E o por que de Nuvem do Céu? Porque como naquela crônica O Saveiro e a Nuvem, do livro "Moça deitada na grama", de Carlos Drummond de Andrade, assim era ele. Um pequeno trecho da crônica que deu nome à ele:
"Contou que viera da Bahia, onde tinha um saveiro. Precisou, vendeu, nunca mais arranjara outro. O nome era lindo: Nuvem do céu é você, o senhor não acha? De uma certa Lucindalva, que parecia nuvem: se a gente chegava perto, queria pegar, ela fugia, ficava só impressão de ar, nem isso. [...]"
Um dia nós saímos. E, quando ele me deixou em casa, eu pedi um beijo, e ele me negou o beijo. Dias depois ele me contou que tinha conhecido a Sabrina.
FIM
PS.: em breve, mais histórias de amor, acrescidas de liberdade poética.
quem me inspira hoje: N. R., os amores de um dia
quarta-feira, setembro 09, 2015
*AMORES MEUS: PÉS DESCALÇOS*
'O amor é paciente.'
¬ Pés Descalços
Ele chegou por acaso, sorrateiramente, como quem não quer nada.
Com os pés descalços, aquela pele branca e cabelo liso escorrendo pelo rosto e um jeito meio misterioso de ser, me ensinou a abrir mão do consumo. Eu não precisava passar batom, nem escovar os cabelos ou mesmo vestir a melhor roupa e usar um perfume francês. Os dias eram mais leves, cheios de sintonia e graça. Havia música o tempo todo fazendo pano de fundo. Palavras ganhavam novo sentido e significado. E, eu estava ali com ele todos os dias, sorrindo.
Ele, me surpreendendo, se vestiu de mágico, pegou sua cartola e de lá retirou o meu coração. Fez mágica, adivinhou a minha vida, leu um soneto de Dom Quixote
"Ou não cabe no amor entendimento, ou passa de cruel; e a minha pena não iguala à razão que me condena ao gênero mais duro de tormento. Porém se amor é Deus, conhecimento de tudo tem, e condição amena. Qual pois o poder bárbaro que ordena a dor atroz que adoro, e em vão lamento?
Sê-lo-eis vós, filis? Inda desacerto; um mal tamanho em tanto bem não cabe, nem de um céu pode vir tanta ruína. Sinto, e sei que o meu fim já tenho perto, porque em mal cuja causa se não sabe é milagre que acerte a medicina."
Ele andou descalço e devagar, de ônibus comigo, ouviu minha voz lendo textos diversos, sonhou, decifrou-me e decifrou-se, escreveu poesia, me fez ouvir música e ver filmes, se deitou, orou. Viajamos e se deu a viagem mais excepcional. Ele preparou um jantar, me deu uma estrela, me contou um segredo, me deu paz. Durante muitos dias ele cuidou de cativar o meu coração.
Dias depois ele me recebeu em sua casa, me levou para ouvir jazz, fez poesia de novo, andou comigo de moto pela cidade, fez um jantar de despedida e me deixou um cartão - dentro do caderno - que dizia
"Sem você parece que falta um pedaço...
Sinto saudades!
Você completa, soma, compõe.
Assim é você."
Sinto saudades!
Você completa, soma, compõe.
Assim é você."
FIM
PS.: em breve, outras histórias de amor, acrescidas de liberdade poética. Aguarde!
quem me inspira hoje: B. A. , os amores de um dia
quem me inspira hoje: B. A. , os amores de um dia
segunda-feira, setembro 07, 2015
*CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO*
'[...] do nosso amor a gente é que sabe.'
A vida é tão dura. Os noticiários são repletos de trágicas notícias. O dia a dia é muito exaustivo. Mas vem o amor que nos une, que compensa tanta coisa, que nos faz flutuar, que nos coloca um sorriso no rosto sem a gente menos esperar, e vence tudo e todos.
Em breve, histórias baseadas em fatos reais sobre o amor e os amores da minha vida. Aguarde!
"Não, a vida não pode ser entendida em duas dimensões, como numa página. Ela precisa ser vivida; toda pessoa precisa sair de sua cabeça, precisa se apaixonar, precisa decorar poemas, precisa saltar de pontes para rios, precisa ficar de pé em um deserto e sussurrar sonetos sob sua brisa."
[Fé em Deus e pé na tábua, Donald Miller]
quem me inspira hoje: os amores de um dia, los hermanos
segunda-feira, agosto 24, 2015
*ACORDE, UM ACORDE*
'mas nada te faz deixar de querer
quem sabe, outro dia feliz.'
afine-se!
não seja a pedra no meu sapato.
seja a minha música preferida,
a cor mais forte, um tom a mais,
uma rede para me embalar.
não seja
apenas seja.
acorde, um acorde!
o amor é uma escolha, um estilo de vida, uma confusão, um verbo!
uma estapafúrdia situação: ela para na porta do estabelecimento, olha para fora e vê um homem mulambento arrumar a sua cama debaixo da marquise, se sentar na beira da calçada e, escovar os dentes antes de se deitar. ela se espantou.
quem me inspira hoje: o morador de rua, o filme 'amor dos meus amores'
domingo, agosto 02, 2015
*TE AMO, MAS ADEUS*
'Sonho não se dá.'
ando evitando o desconforto
seja ele qual for
brigadeiro ou sal grosso
você ou qualquer outro
sapato apertado
lenço no pescoço
ressaca
desatino ou
desafinado
amor
______,
te amo
mas você não canta no chuveiro.
Adeus!
@teamomasadeus
[#teamoadeus]
quem me inspira hoje: os que amam e os que desamam
ando evitando o desconforto
seja ele qual for
brigadeiro ou sal grosso
você ou qualquer outro
sapato apertado
lenço no pescoço
ressaca
desatino ou
desafinado
amor
______,
te amo
mas você não canta no chuveiro.
Adeus!
@teamomasadeus
[#teamoadeus]
quem me inspira hoje: os que amam e os que desamam
quinta-feira, julho 23, 2015
*DETALHES, REPARE*
'Somos beijos de partida
e abraço de quem chegou.'
ele esquece as horas, e que horas é o jogo do seu time;
esquece o cigarro apagado e aquela canção que fala da criança com seu olhar;
mas não esquece o beijo.
os meus cílios não são postiços e nem as minhas longas unhas.
ela odeia mentira na mesma medida que odeia pentelho no sabonete.
ele quer ser o texto e não o pretexto.
ela não pede demais, só não quer que seja de menos.
...
e aos poucos você vai sumindo
assim, tão displicente.
quem me inspira hoje: os que reparam
e abraço de quem chegou.'
ele esquece as horas, e que horas é o jogo do seu time;
esquece o cigarro apagado e aquela canção que fala da criança com seu olhar;
mas não esquece o beijo.
os meus cílios não são postiços e nem as minhas longas unhas.
ela odeia mentira na mesma medida que odeia pentelho no sabonete.
ele quer ser o texto e não o pretexto.
ela não pede demais, só não quer que seja de menos.
...
e aos poucos você vai sumindo
assim, tão displicente.
à noite
fantasmas das coisas não ditas
sombras das coisas não feitas
vêm
pé ante pé
mexer em seu sonhos
[Toda Poesia, Paulo Leminski]
quem me inspira hoje: os que reparam
domingo, julho 19, 2015
*DESAMOR, DIZ AMOR*
'Mesmo que eu tenha que mudar
móveis e lembranças do lugar...'
móveis e lembranças do lugar...'
Malandragem pura: eu trapaceio o meu coração!
meu coração não é de papel,
meu coração não é de pedra não.
meu coração é feito o verbo amar,
é dar o pão, é estender a mão,
é caminhar junto.
Engraçado é pensar que, por amor, as pessoas se tornam - algumas vezes - cruéis.
Às vezes é melhor não amar.
quem me inspira hoje: os que dilaceram o peito
segunda-feira, maio 25, 2015
*ÀS AVESSAS*
'Alguns infinitos são maiores que outros.'
O texto a seguir é baseado em fatos reais, acrescido de liberdade poética e de invenções.
Nada contra a rotina de todos os dias, nem mesmo contra a incansável força de se viver na cidade. Mas, às avessas de tudo isso e transgredindo a monotonia, vale muito uma aventurada e bem-aventurada viagem para fazer com que certos dias sejam inesquecíveis. Todo pequeno e mero detalhe de uma jornada, seja lá para qual destino for, sobrepõe a morbidez dos dias – não todos – da cidade em que se vive.
Quiçá seria pedir muito que num ônibus sujo e fedorento tivesse wi-fi para nos distrair durante uma longa e exaustiva viagem. Porém, com toda certeza, essa e outras peripécias, ao longo de uma peregrinação, nos tiram altas risadas que fazem a barriga doer. Outro exemplo é descobrir algo tão óbvio e, ao mesmo tempo, ridículo, como a origem do nome da fanpage Gina Indelicada.
Depois das risadas vêm os sabores diversos deixados pelas experiências do paladar, podendo ser um gosto um tanto inusitado como o do brigadeiro santo, ou mesmo um gosto mais requintado de um café local. E, com os sabores nós carregamos os cheiros para agregar valor às lembranças: o cheiro do brigadeiro santo, do café ferroá, da terra, da água, do mato, do carro, do povo, do guia, do vilarejo, da pousada, da quitanda, dos lanches, e até mesmo da maresia no alto do Pai Inácio.
Contudo, nem tudo são sabores e cheiros, nem flores, amores e blá blá blá. Há também a cantoria sem fim dentro do carro [desde Djavan, Maurício Manieri, até Mamonas Assassinas] – interrompendo a melhor trilha sonora: The Beatles; o insólito ensaio fotográfico de um nú artístico que por lá ficou; uma massagem pra lá de à flor da pele; uma proposta indecente e um papo filosófico dentro do ônibus.
Contudo, nem tudo são sabores e cheiros, nem flores, amores e blá blá blá. Há também a cantoria sem fim dentro do carro [desde Djavan, Maurício Manieri, até Mamonas Assassinas] – interrompendo a melhor trilha sonora: The Beatles; o insólito ensaio fotográfico de um nú artístico que por lá ficou; uma massagem pra lá de à flor da pele; uma proposta indecente e um papo filosófico dentro do ônibus.
De repente são João's e as Não Maria's, todos eles resistindo ao cansaço e se entregando à simplicidade, grandeza e beleza que a natureza nos traz.
Por fim, para se tornar ainda mais extravagante e exuberante a viagem, nada como um jantar à luz de velas, em pleno dia dos namorados, feito por um para todas elas; nada como uma flutuação em águas cristalinas ou dentro de uma caverna; nada como um rapel na cachoeira do mosquito; uma cerveja bem gelada ou uma dose mais forte; uma pausa para o lanche saudável ou para a música no beco; um perambular pelo vilarejo; uma rede para descansar; um 'tu hablas español?' ou 'do you speak english?'; um forró no meio da praça; uma trilha infinda por entre cobras, pedras, cachoeiras, gringos, plantas medicinais, ... Nada como essa força toda para escarafunchar os dias e enxergar a grandeza de todas as coisas!
E, se por acaso você se perder pelo caminho, lembre-se de tudo aquilo que foi e é bom!
'Sempre que encontramos o belo, nosso coração desperta, estremece, aviva-se, experimenta emoções, porque há um poder extraordinariamente mágico nas menores coisas [...].'
Convite à solitute, Brennan Manning
quem me inspira hoje: as 'calcinhas', os guias, a Chapada Diamantina
quarta-feira, fevereiro 11, 2015
*CONVERSA FIADA*
'... fundamental é mesmo o amor.'
Cada um conta de uma maneira:
Cada um conta de uma maneira:
uma vez ela gostou e narrou que era deveras caô cada jura de amor, cada lágrima caída, cada carta escrita, cada afeto demonstrado, cada abraço e cada beijo dado. e dessa mentira desejou-se verdade, mágica. ele que muito amou, chorou; e do pranto fez-se um canto, um manto um tanto mágico. ele queria apenas olhar nos olhos dela e saber que era amor.
"E eu, tantas vezes reles..."
Fernando Pessoa
quem me inspira hoje: Alexsandra Lopes, os que extrapolam a história
quinta-feira, dezembro 04, 2014
*INFINITOS MAIORES QUE OUTROS*
'Espero que você não se vá
se eu não tiver nada mais para te contar.'
Um pequeno trecho de uma entrevista que o designer Christian Loubotin deu à Bravo:
"Meus saltos deixam o caminho mais lento, dá mais tempo para observar a vida. É muito triste passar pela vida com pressa sem aproveitar o presente dos momentos."
se eu não tiver nada mais para te contar.'
Um pequeno trecho de uma entrevista que o designer Christian Loubotin deu à Bravo:
"Meus saltos deixam o caminho mais lento, dá mais tempo para observar a vida. É muito triste passar pela vida com pressa sem aproveitar o presente dos momentos."
Em meio a tempos de cobranças e pressa pra se caminhar e avistar ao longe, talvez um intervalo de sossego forçosamente adquirido, usando artifícios, tais como salto alto para caminhar, livro para ler dentro do ônibus, música para se ouvir durante um trajeto qualquer, um riso despretensioso para alguém, uma bicicleta para ir estudar ou trabalhar, caminhada no retorno do expediente e, etc., fizessem os dias mais aprazíveis e tornassem esses infinitos maiores que outros - pois existem momentos tão especiais, que deles queremos fazer infinito o instante e, assim, cada infinito vai se tornando maior que o outro.
As desculpas e justificativas para deixar de lado esses momentos - sem luxo e sem importância social - são muitas: o cansaço, o horário, a ganância, a preguiça, a maternidade e a paternidade, a fome e, por aí se estende a lista das justificativas que encontramos para deixarmos de observar os pormenores delicados da vida.
É evidente que desacostumados do sossego e da delicadeza dos dias, o contento com a serenidade se dispersa por aí!
"O único mistério do universo é o mais e não o menos."
Fernando Pessoa
quem me inspira hoje: os paulistanos
terça-feira, janeiro 28, 2014
*ENQUANTO ISSO*
'cantando
dormindo na estrada, no nada, no nada
e esse mundo é todo meu.'
enquanto isso a gente segue olhando a multidão
enquanto isso ela segue no meio da multidão
enquanto isso, a gente
enquanto isso, ela
enquanto isso
isso.
quem me inspira hoje: Karolina Lima, eles
dormindo na estrada, no nada, no nada
e esse mundo é todo meu.'
enquanto isso a gente segue olhando a multidão
enquanto isso ela segue no meio da multidão
enquanto isso, a gente
enquanto isso, ela
enquanto isso
isso.
quem me inspira hoje: Karolina Lima, eles
domingo, janeiro 19, 2014
*O ENCONTRO MARCADO*
'... por onde se engana o coração
se encontra a saída pra vida.'
Em "O Encontro Marcado" o autor Fernando Sabino relata uma parte em que três amigos combinam um encontro no futuro. Pensando nesse encontro futuro marcado, eu me remeto ao passado e me lembro de um dia, com duas amigas, há algum tempo, termos tirado uma foto para a posteridade e, registrado também, três senhoras juntas conversando na rua e, dizíamos, então, ser elas nós três no futuro distante. E a vida passa, e é um leva e trás de ventanias e sóis, que encantam e desencantam. Agora eu penso e tenho certeza de que a vida não acontece sempre como a gente quer, sonha ou imagina; a vida nos surpreende e o controle de tudo foge de nossas mãos. Não imaginei tanta coisa, tanto encanto e desencanto, assim como também não imaginei que a lucidez dos anos, a maturidade da vida fosse, ao mesmo tempo, amargo e doce. Depois que nos tornamos adultos adquirimos razão diante das coisas e de tudo, e isso requer de nós um esforço para enxergarmos beleza espalhada por aí. Nosso encontro marcado precisa ser com a beleza, diariamente, seja ela qual for - a flor, o amor, o céu, o carrossel, a estrada, a saia, você!
Quem me inspira hoje: cada um e cada coisa
O tempo todo caminha.
Se para, acompanha-se
de uma só linha
era uma vez
era uma vez
era uma vez
[Paulo Leminsky]Quem me inspira hoje: cada um e cada coisa
terça-feira, outubro 23, 2012
*INCÔMODO*
'flor amarelinha colorida de hidrocor
esse jardim é todo feito de isopor ...'
Que se perca o comodismo por algum instante –
‘[...] por aquela ânsia e soência, de avançar, a avançar, agora podia desequilibrar a boa regra de tudo.’ [Guimarães Rosa em Grande Sertão: veredas]
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
esse jardim é todo feito de isopor ...'
Que se perca o comodismo por algum instante –
‘[...] por aquela ânsia e soência, de avançar, a avançar, agora podia desequilibrar a boa regra de tudo.’ [Guimarães Rosa em Grande Sertão: veredas]
·
SOÊNCIA – derivado do verbo soer. Costumar, ter
por hábito.
O que me incomoda é a comodidade
de ser/ter/estar que se instala em nós.
Nos acostumamos, logo nos acomodamos com
o que temos, com o que somos e onde estamos, porque é simplesmente confortável permanecer assim, sem nada mudar. Aceitamos
a ‘boa regra’ de que tudo precisa ser de uma maneira só. Não que eu ache ruim, mas, e se eu quisesse e preferisse me arriscar e inverter a ordem, fazer
diferente do esperado, frustrar as expectativas, começar tudo de novo, mudar de lugar, andar de bicicleta,
cuidar somente dos filhos, fazer outra faculdade, etc? Infelizmente nem tudo o que é confortável é o melhor.
Acho que vez ou outra, por algum
instante, temos que nos permitir experimentar coisas novas e diferentes, ter
desejos maiores, avançar, sair do conforto, se incomodar.
Busque a felicidade e não a boa regra de tudo!
Eu sei mas não devia
[Marina Colasanti]
[Marina Colasanti]
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a
morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as
janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não olha pra fora, logo se acostuma a aceder cedo a
luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque
está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho
porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar
cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar
o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E
a lutar para ganhar dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as
coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais
trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em
que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e
cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os
olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A gente se
acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando
não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma
revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce
um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando
no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o
peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, que se perde de si mesmo.
Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, que se perde de si mesmo.
quem me inspira hoje: Sueli Emerich, Maressa Moura, Gustavo Dias
quinta-feira, agosto 02, 2012
*O CABELO, O VESTIDO, O PRETO E EU*
'... eu vou ficar te olhando
pro seu sono ser bom'
Pra nós...
O calor, o ar, uma brisa
Toda avenida,
E toda avenida ao nosso redor
Pra descontrair, atrair.
A criança, o parque, um riso
Toda leveza,
E toda leveza ao nosso redor
Pra sentir, perceber.
A letra, a música, uma poesia
Toda vida,
E toda vida ao nosso redor
Pra levar, desfrutar.
Se soprar, sinta...
O cabelo balançar, o vestido voar, o preto realçar,
E eu irei absorver.
Pra nós o amor
Pra vida ser mais eu, você e todos nós!
Se alcançar, prenda!
quem me inspira hoje: as amigas da av. paulista
pro seu sono ser bom'
deixe molhar na chuva e pingar nas plantas pra esverdear os dias de sol que esquenta a pele e clareia a cidade! deixe a vida ser leve!
Pra nós...
O calor, o ar, uma brisa
Toda avenida,
E toda avenida ao nosso redor
Pra descontrair, atrair.
A criança, o parque, um riso
Toda leveza,
E toda leveza ao nosso redor
Pra sentir, perceber.
A letra, a música, uma poesia
Toda vida,
E toda vida ao nosso redor
Pra levar, desfrutar.
Se soprar, sinta...
O cabelo balançar, o vestido voar, o preto realçar,
E eu irei absorver.
Pra nós o amor
Pra vida ser mais eu, você e todos nós!
Se alcançar, prenda!
quem me inspira hoje: as amigas da av. paulista
quinta-feira, junho 28, 2012
*PRESTÍGIO DELA*
'a moça tá diferente
guarda um segredo, um desatino'
destoante do sossego, a rudeza que se opõe com todo vigor à delicadeza dos gestos, à gentileza!
eu queria que os seres humanos fossem um tanto elegantes - pra não dizer inteligentes e chamá-los de burros - para deixarem de lado essa sede e fome de acúmulo de bens e, olhassem pro lado, pra frente, pra todos os lados e, assim, perceberem que tem gente morrendo de inanição, que o outro sente dor, que no mundo falta amor.
quem me inspira hoje: os que são gentis
guarda um segredo, um desatino'
ela finge que dorme só para ser acordada com ele tocando pra ela; ela fica quieta ouvindo ele recitar um poema; ela segura a mão dele enquanto assistem um filme; ela sai na rua abraçada com ele; ela escreve poesia enquanto ele canta pra ela; ela aprende a comer sushi com ele; ela chora e ri, vai ao teatro e ao cinema com ele; ela se inventa enquanto ele se re-inventa pra ela.
quase sempre tem um sol, o nome dele e, quase sempre é inevitável não saber que ele lhe faz feliz!
esse AMOR é somente um PRESTÍGIO dela!
tem
amor que não se explica, tem gente que chega pra ficar e, isso não quer
dizer que serão amantes, serão apenas amados [seja lá qual a
forma que esse amor tiver].
destoante do sossego, a rudeza que se opõe com todo vigor à delicadeza dos gestos, à gentileza!
eu queria que os seres humanos fossem um tanto elegantes - pra não dizer inteligentes e chamá-los de burros - para deixarem de lado essa sede e fome de acúmulo de bens e, olhassem pro lado, pra frente, pra todos os lados e, assim, perceberem que tem gente morrendo de inanição, que o outro sente dor, que no mundo falta amor.
quem me inspira hoje: os que são gentis
sábado, junho 23, 2012
*VULGAR E SUPERFICIAL*
'para todas as coisas: dicionário
para que fiquem prontas: paciência
para dormir a fronha: madrigal
para brincar na gangorra: dois'
Sinto muito, mas a beleza ainda precisa ser reparada!
quem me inspira hoje: os vulgares e superficiais
para que fiquem prontas: paciência
para dormir a fronha: madrigal
para brincar na gangorra: dois'
"[...] A liberdade é inevitavelmente mais imprecisa. A liberdade é aquele espaço em que a contradição pode reinar, é uma discussão interminável. [...] E é também mais que mero relativismo, porque não é meramente um palavrório sem fim, mas um lugar onde as escolhas são feitas, os valores definidos e defendidos."
Márcia Fontes
Enquanto as mulheres vulgarizam a beleza e os homens depreciam as palavras, ou vice-versa, o mundo vai se inundando de vulgaridade e a superficialidade vai se tornando característica comum. E, no compasso dos tempos, no tique-taque dos relógios, a vulgaridade e a superficialidade vão sendo cada vez mais naturais e as pessoas mais artificiais.
falta o singular, o encanto, o olhar atento
sobram os vazios e infinitas indagações
Por acaso o sujeito lá repara no lápis de cor da criança que colore o papel? Ou repararia ele nas cores das roupas no varal? Ou mesmo no verso simples escrito em um guardanapo? Que nada! O sujeito se interessa muito mais em ver a cor do batom na boca, a roupa que ajusta e modela a silhueta e as palavras pichadas que tomam conta dos muros da cidade.
quem me inspira hoje: os vulgares e superficiais
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